sexta-feira, outubro 14, 2005

Apelidos - Parte XX

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII e XIX (quantos números mais em algarismos romanos saberei escrever?!) não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, usá-lo-ei também).

MARMELADA – alcunho do Zildemar e concedido porque ele tentava combinar previamente o resultado até de pelada

ZARANZA – agnome do Euclides Osvaldo; não creio que seja necessário dar alguma explicação ou fazer algum comentário

NATA – prosônimo da Evarista e claríssima referência à cor da sua pele

RUBA – epíteto nominal do Euclécio e se lhe aplica perfeitamente o que eu disse em XASCA(ver Parte XIX)

LAVÃO – titulatura do Olavo Augusto e justíssima homenagem a seus mais de cem quilos

TAVÃO – apelido do Otávio Agusto, irmão do LAVÃO, e a roupa de um cabia perfeitamente no outro

PAÇOCA – velacho do Benjamin cujo pai deu o fora sem mais aquela e deixou a mãe com os cinco filhos e com uma mão atrás e outra adiante; pra sustentar a família, ela começou a vender a aludida guloseima

TATAME – cognome da Glória pois havia sempre alguém deitado em cima dela

ANZOL – ganhou este apodo o João Maurício em razão da peculiaríssima forma de seu órgão sexual

PAPAIRICO – além de adorar ser paparicada, tinha um pai cheio do dinheiro a Doralice, daí a denominação picaresca

TUTU – alcunha do Túlio Turíbio

ABANOS – epíteto do Dirceu Amaro e forte cocorrente do ORELHÃO(ver Parte II)

QUIU - cognominação do Ticiano e aconselho-o a ver o que eu falei antes em RUBA

ZINABRE - apodadura do Etevaldo Luís porque sua pele foi sempre estranhamente esverdeada

QUITUTE - antonomásia da Eliane Lucrécia e não vejo nenhuma necessidade de fazer algum comentário

MARGARINA – cognomento da Lucília que não tinha gordura mas o sabor não agradava muita gente

MANTEIGA – nome de guerra da Berenice que era o oposto da MARGARINA

SACRISTÃO – agnome do Genivaldo e respeitosa reverência à atividade da qual religiosamente se desincumbia nas manhãs dos domingos

COROINHA – alcunho do Eliseu Afonso que, desde muito cedo, tornou-se pupilo do SACRISTÃO (NOTA: bem mais tarde, mas bem mais tarde mesmo, viemos a descobrir que os dois eram vinho da mesma pipa e que, a par da religiosidade, movia-os também o fácil acesso que tinham ao lugar onde eram guardadas sacolinhas com as contribuições que davam o fiéis, e deu-nos divertidamente tal informação o velho pároco, e disse brincando que, pelo menos, não precisara assinar-lhes a Carteira de Tarbalho e ainda ressalvou que, depois deles, nunca mais conseguira uma ajuda tão eficiente, conquanto muitas outras tivesse tido e não tão custosas!) (NOTA da NOTA: SACRISTÃO e COROINHA achavam que o pároco não sabia de nada!, e, quando pediram perdão ao velho pároco, ele, quase morrendo de rir, disse-lhes que se pagassem a conta do jantar estariam perdoados!) (NOTA da NOTA da NOTA: como está muito bem de vida, COROINHA, além de pagar o jantar, e para que não haja nenhum acidente no percurso do perdão, ou retrocesso!, e como o seguro morreu de velho!, passou a enviar mensalmente sua contribuição à paróquia, e em nome dele e do SACRISTÃO que vive na maior penúria com a aposentadoria que recebe!) (NOTA da NOTA da NOTA da NOTA: isso é que é amizade!)

RABISCO – prosônimo do Luís Antônio; eu pensei muito em usar subterfúgios, eufemismos etc. etc. etc. visto que o RABISCO sempre foi um grande sujeito, mas, não seria justo e esse trabalho perderia toda a credibilidade, se é que tem alguma... o RABISCO ganhou esse epíteto nominal porque sempre foi mesmo um rabisco

MAMBEMBE – epíteto nominal do Aderbal José, um grande rival do MEIA-TIGELA(ver Parte XVI)

MATILHA – titulatura do Mateus Quintanilha

PACHORRA – apelido da Adúlia; sem comentários

BOCHICHO – o Augusto Romeu gostava tanto de um que acabou ficando com o apodo

JENIPAPO – velacho do Jessé Nicanor de Pádua Polozzi

BABURU – não sei o motivo pelo qual tal denominação picaresca foi conferida ao Marcos Fabrício

LIPÍGIA – alcunha da Sandra Lúcia que lhe homenageou o mais notório e volumoso atributo e o BIBLIO(ver Parte II) valeu-se da aférese para cunhar o epíteto, e o explicava dizendo: “o que abunda não prejudica” (NOTA: quando começou a namorá-la de modo firme pediu o TABICA(ver Parte IX) ao CRA(ver PORNOPÉDIA – Parte VIII) a mudança do cognomento, mas seu pedido foi unanimemente rechaçado)

CUSCA – cognome do Silmar e não sei lhe dizer qual foi a razão da escolha

CAMÕES – cognomento do Plínio Antônio e que lhe foi dado porque ele tinha um desvio ocular que não conseguia controlar e, em função do aludido desvio, seus eixos visuais se comportavam, um em relação ao outro, de modo diferente do que deveria ocorrer em condições normais

PANQUECA – cognominação do pernambucano Arnaldo Simplício e que lhe sublinhava um traço que, para alguns, era qualidade e, para outros, defeito, e você pode escolher o lado que mais lhe aprouver

ARMADILHA – apodadura do Armando Dimas Quintanilha, filho do irmão do pai do MATILHA

CACHOEIRO – antonomásia do capixaba Celso Murilo que urinava com desusada frequência

sexta-feira, outubro 07, 2005

Apelidos - Parte XIX

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII (quantos números mais em algarismos romanos saberei escrever?!) não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, usá-lo-ei também).

RUMINA – alcunho do Rufino Minelli Navarro

BATERIA VELHA – ganhou este agnome o Cândido Delgado porque, virava e mexia, precisava de uma boa recarga, demorava muito para completá-la e, pouco tempos depois, já a havia perdido por completo

XASCA – prosônimo da Evanilda Augusta e cabe aqui o comento que fiz em CAMBIRRA(ver Parte XVIII)

EMBOABA – epíteto nominal do lusitano Joaquim Virgílio

ESOPO – titulatura do Liovaldo Alcântara e deu-lho o BIBLIO(ver Parte II) e falava-nos que se inspirara em ‘Primeiras Prosas’(1)

CABEÇÃO – apelido do Quincas Aliomar; sem comentários

PATINA – apodo da Patrícia Ticiani Navarro; prima do RUMINA

BANHEIRA – denominação picaresca do Jânio Ademar que aprendeu a dirigir na banheira do pai dele

MEIA-PATACA – velacho do Hermínio Albuquerque Pereira e retrata-lhe precisamente o valor (ver TUTA-E-MEIA)

TUTA-E-MEIA – cognome da Adelina Albuquerque Pereira, irmã do MEIA-PATACA, e que nela caiu como uma luva (ver BODEGA)

BODEGA – nome de guerra da Adelínia, irmã do MEIA-PATACA e da TUTA-E-MEIA , e era uma questão de genética porque o pai deles, Adelino, era conhecido como VINTÉM, e a mãe deles, Hermínia, que era baiana, era chamada de BOLACHA-QUEBRADA

CHICLETE – alcunha do Felisberto Marinho porque tinha um trabalho danado depois quem inadvertidamente pisasse nele

CABISBA – o epíteto veio naturalmente porque vivia sempre cabisbaixo o Marcos Alberto

BENTO TEIXEIRA – cognomento do Idelmar Araújo que muito gostava de versejar e obra do BIBLIO(ver Parte II) que o explicava dizendo que o tirara de ‘História da Literatura Brasileira’(2)

CONFINA – apodadura da Conchita Fidélis Navarro; prima do RUMINA e da PATINA

SALAFRA – cognominação dos Eustáquio Henrique; sem comentários

PAI-D’ÉGUA – antonomásia do Adroaldo Marcos que sempre fez jus ao substantivo e ao adjetivo

PÉ-LOURINHO – tem uma interessante história o alcunho do Bertoldo Luiz; como só os pêlos que tinha no peito do pé eram louros e ele repetia muito o que ouvia as outras pessoas dizerem, inicialmente foi apelidado de DÁ-PÉ-LOURO; mas, com o tempo, passou a repetir sistemática e repetidamente que criminosos deviam ser castigados em praça pública, pois era o que mais escutava o pai falar, então, o agnome foi alterado

BIRIBA – prosônimo do Eduardo Roberto que era conterrâneo do GERALISTA(ver Parte XVI)

GARÇA – epíteto nominal da Elenilda; você imagina como eram o pescoço, as pernas e os dedos dela?!

SARA-BANDA – a Sara sempre foi extremamente agitada e, ainda bem nova, começou a tocar guitarra numa banda de rock, daí a titulatura

TEL – apelido do Telmo

SARAPATEL – apelido da outra Sara que, além de gostar de fazer algazarra, foi namorada do TEL durante muito tempo, e mais, a mãe dela fazia um sarrabulho inigualável...

UÉ – apodo Ederlino porque ele parecia exatemente isso!, uma interjeição!

MORDAÇA – denominação picaresca da Ludimila porquanto ela falava tanto, tão compulsiva e initerruptamente, que produzia o mesmo efeito em seus interlocutores

MONÓLOGO – sobreapelido da MORDAÇA

SARÓ – construção do BILIO(ver Parte II) o velacho do Eleneldo e a apócope de sarópode

MÚMIA – cognome do José Juscelino; sem comentários

DALBA – alcunha da Lúcia Sueli e vale o que eu disse anteriormente em XASCA


(1) Ramalho Ortigão
(2) José Veríssimo

sábado, outubro 01, 2005

Apelidos - Parte XVIII

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI e XVII (quantos números mais em algarismos romanos saberei escrever?!) não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, usá-lo-ei também).

AFÉ – talvez um dos mais herméticos apelidos de todos que bolou o BIBLIO(ver Parte II) e dele se serviu para alcunhar a Zênia e nunca o explicou a ninguém pois só dizia que era a apócope de aférese (NOTA: veja COPE a seguir)

COPE – apodo que recebeu a Lênia, irmã da AFÉ, e eram gêmeas univitelinas, e tal apelido o BIBLIO(ver Parte II) também não explicava, só resmungava que era a aférese de apócope e completava: “é preciso conhecê-las muito bem pra começar com a COPE e acabar com a AFÉ, senão você fica sem começo e sem fim” (NOTA: falava-se que o BIBLIO namorara as duas e que, por isso, chegara às denominações picarescas!?)

BENGAI – antonomásia do Bento Gaitano

BIMBA – alcunho do Edilvan que ia para a pelada já de calção e, depois, embora suado e sujo, só tomava banho em casa porque tinha vergonha de ficar nu no vestiário (NOTA: ele fez um tratamento alongador alguns anos atrás, mas, com todo o aumento de 100%, ainda não tem motivo para se sentir livre do constrangimento)

SOPA – agnome do Solano Pacheco

FERRUGEM – nome de guerra do Cláudio Alberto; sem comentários

TICO-TICO – agnome do Ademias e, é claro, foi usado porque este substantivo masculino pode ser usado pejorativamente

PIOLA – prosônimo do Luciano que, durante muito anos, sustentou seu vício fumando vintes por absoluta falta de numerário pra comprar cigarro

CAMBIRRA – epíteto nominal do Apolônio e serve o que eu disse em BUZARDA(ver Parte XVII)

EXPLETIVO – titulatura do Valdemar e que lhe deu o BIBLIO(ver Parte II) que dizia que ele, embora às vezes aparecesse na posição de sujeito ou de objeto, não era argumento, bem... eu não entendi nada

CAÇA-FECHO – o Marciano era paulista, bem como, um rematado vadio, daí o velacho

UMBRO – cognome do Eufrásio e foi-lhe dado em razão de sua especial habilidade para caçar

PEGA-MOLEQUE – como não era o Brício um artefato pirotécnico, é desnecessário explicar-lhe a aclunha

MINGAU – realmente era, sem abreviatura, MINGAU-DAS-ALMAS o epíteto do Heráclito; sem comentários

MINE – nunca nos deu o BIBLIO(ver Parte II) maiores esclarecimentos a respeito do cognomento do Norberto, disse-nos só que, para chegar ao cognomento, suprimira as duas últimas letras da palavra que expressava o único vício do MINE

ARRIBA – cognominação do Arnaldo Ribeiro Batista

AGRIBA – apodadura do Agnaldo, irmão germano do ARRIBA

ADRIBA – alcunho do Adnaldo, irmão bilateral do AGRIBA

FORMIGA – o BIBLIO(ver Parte II) assim explicava o prosônimo do José Tolentino: “ele é pequeno, aplicado, adora doces e joga sabe xadrez, mas se perde quando o adversário faz um lance original, e, em homenagem à sua origem, posso usar palavras diferentes quando dou esta explicação, mas sempre uso o mesmo advérbio”

BEXIGA – titulatura do Silas e concedida por dérmicos motivos

BACIA – ficou com esse apelido o Orlindo porque, no quintal da casa dele, havia um local onde se realizavam brigas de galo

ACATES – quem deu ao Dionísio Orlando esse epíteto nominal não foi BIBLIO(ver Parte II), mas sim a Eneida(1) e disse-nos que o fizera porque o ACATES era amigo íntimo do Enéias, e fidelíssimo

GONO (o - ô) – embora esse apodo pudesse caber em muitos outros, recebeu-o o Dilermando Augusto visto que teve gonorréia várias vezes e sempre fez o maior escarcéu quando tomava as necessárias injeções (NOTA: que tempo bom!)

BLENO (ô) – velacho da Janice que namorou o GONO na hora errada

FÁ-LO-IA – denominação picaresca do Celso Afonso já que, embora não fosse uma pessoa culta, sempre que era possível assim se expressava, e dava saltinhos e batia palminhas, e repetia a mesóclise, e tornava a repetir, sempre com saltinhos e palminhas...

SEMPRE ALERTA – era escoteiro o Jerônimo Luís, daí o cognome

JABÁ – alcunha do Everardo Antônio que fazia qualquer coisa por dinheiro (NOTA: alguns chamavam-no de JABACULÊ)

(1) Virgílio

sábado, setembro 24, 2005

Apelidos - Parte XVII

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV e XVI (quantos números mais em algarismos romanos saberei escrever?!) não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

BIRUTA – magro e comprido daquele jeito, com aquela cabeça cônica e sempre a mostrar a direção do vento, era impossível dar ao Avelino outro alcunho

FUNDURA – como era o Leocádio um poço de ignorância, foi-lhe dado o agnome, e não foi obra do BIBLIO(ver Parte II)

MARCELINO – prosônimo do Jorge Luís e deu-lho o BIBLIO(ver Parte II) porque ele adquirira ares de fidalguia em razão de suas viagens ao exterior - o que por ali era uma raridade... e ponha raridade nisso! -, e viagens com dinheiro à farta, exatamente como acontecera com o ‘finado Marcelino’(1)

KITSCH – como a Luciene achou sensacional o epíteto nominal que lhe apôs o BIBLIO(ver Parte II), ninguém a ele perguntou o significado do troço

SENSABORA (ó) – obra, e mais uma vez, do BIBLIO(ver Parte II) a titulatura da Enriete que felicíssima ficou e a antonomásia até repetia com gestos e afetação... só agora e, mesmo assim, porque a SENSABORA foi morar em outro país e nunca mais deu notícias, mui reservadamente disse-me o BIBLIO que a origem de SENSABORA era sensabor e que fizera a alteração ortoépica pra dourar a pílula...

TUÍRA – apelido do Edivâncio; sem comentários

BUJÃO – apodo do Plácido; sem comentários

BICHO-DE-QUEIJO – não consegui descobrir até hoje se esta denominação picaresca ao Éder foi dada em razão de alguma semelhança dele com algum bicho que em algum queijo apareça ou em função de sua parecença com algum queijo após a ação de algum bicho

SUÇUARANA – por causa de ser pintado que nem os filhotes do mamífero, levou o Brício o velacho

EMPADA DE CHICÓRIA – quem ia atrever-se a experimentar algo tão estrambólico assim?!, por isso, a Dalva ficou com esse cognome

KJÖKKENMÖDDING – alcunha do dinamarquês Claus Larsen que lhe deu o BIBLIO(ver Parte II), mas não fique preocupado, nós o não chamávamos assim, dizia esse palavrão somente o Jesper Larsen, irmão do KJÖKKENMÖDDING, e, assim mesmo, só quando ficava muito puto com ele; veja a seguir SAMBAQUI e KÖPENHAGEN

SAMBAQUI – sobrealcunha do KJÖKKENMÖDDING, segundo o BIBLIO(ver Parte II), ele exibia características que lembravam um depósito conchífero pré-histórico

KÖPENHAGEN – epíteto biblíoco do irmão do KJÖKKENMÖDDING, mas, outra vez, não fique preocupado porque não era esse o cognomento que utilizávamos; veja CHOCOLATE BRANCO a seguir (NOTA: biblíoco adjetivo derivado de BIBLIO; ver Parte II)

CHOCOLATE BRANCO – sobreapelido do KÖPENHAGEN; sem comentários

PICOLÉ DE CHUCHU – gelada e dessaborida a Elenice e com tal cognominação foi condecorada

BUZARDA – antonomásia do Geldêncio e pra ela vale o que já disse em GERIBA(ver Parte XVI)

VACA-FRIA – nome de guerra do ... que sempre falava sobre o mesmo assunto

CACHIMBO DA PAZ - apodadura da Vitória; sem comentários

SABERETE – alcunho do Malaquias, irmão do RELATÓRIO-SEM-CABEÇALHO(ver Parte I)

ZÉ GONÇALO(2) – agnome que ao José Gonçalino deu o BIBLIO(ver Parte II) e garantia que não tinha posto o prosônimo por mera implicância já que o fizera porque o Francelino havia passado nos peitos a menina dele

PALINA – epíteto nominal da Francesca Papalina e quem perguntava ao BIBLIO(ver Parte II) a razão da titulatura recebia a seguinte explicação: “seu sobreapelido é a resposta”

HAPLOLOGIA – sobrealcunha da PALINA

SABRA - apelido do Ariel Rabin; sem comentários

CABUNHA – apodo do Armando Augusto e se lhe aplica sabe o que disse acima em BUZARDA

DROMEDÁRIO – velacho do Nilson Martins que tinha uma corcova só

BAFO DE ONÇA – cognome do Glênio Silva e, quando ele e o CHULÁLITO(ver Parte I) discutiam, era impossível chegar perto

PÉ-DE-CHUMBO – denominação picaresca do lusitano Eça d’Almeida

CRUZ-CREDO – a alcunha foi uma bela homenagem à fealdade do Odair

FUÁ – epíteto do nortista Argemiro e, para maiores esclarecimentos, verifique o que posto está na segunda parte de CASPADÓCIO(ver Parte IV)

BAGRE – cognomento do Altair, irmão do CRUZ-CREDO, e eles eram muito parecidos

MIBA – cognominação da Matilde e se fizesse eu aqui o comentário que fiz acima em CABUNHA, seria perfeito

BABÃ – apodadura da Evilásia (NOTA: ver o comentário feito em MIBA)

BILIBILIU – você conhece o BILIBILIU?


(1) Herberto Sales; Dados Bibliográficos do Finado Marcelino
(2) José Lins do Rego; Bangüê

sábado, setembro 17, 2005

Apelidos - Parte XVI

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV e XV (quantos números mais em algarismos romanos saberei escrever?!) não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

VIGILANTE RÔMULO – alcunho do Élis que era uma besta, grandalhão e último nas aulas e na ginástica, mas, dizia que tinha a função de zabumbeiro na banda do colégio, e pôs-lhe o agnome o BIBLIO(ver Parte II) alegando que devia ser ‘O Ateneu’(1) o estabelecimento de ensino ao qual ele se referia

GERIBA – agnome do Solano e valem as considerações que fiz em CHUBA(ver Parte XIII)

CHARANGA – em outra unânime votação, deu a CRA(ver PORNOPÉDIA – Parte VIII) ao Permínio este prosônimo e foi, segundo o BIBLIO(ver Parte II), uma justa medida do significado dele

GONÇA – epíteto nominal da Tereza e ao qual chegou o BIBLIO(ver Parte II) com a ajuda da aférese que lhe possibilitou a supressão de ‘gerin’

BILONTRA – epíteto nominal do Atenebaldo que, não fosse a sua execrável personalidade, nem precisaria de titulatura

SONGA – orientados pelo BIBLIO(ver Parte II), ao apelido do Amando chegamos abusando da apócope (NOTA: ver MONGA a seguir)

MONGA – orientados pelo BIBLIO(ver Parte II), ao apodo do Juemir chegamos exorbitando da aférese (NOTA: ver SONGA acima)

JAMENTA – denominação picaresca do Geremário que resultou de uma mistura de menta com jamanta, e tire suas conclusões

FERMATA – o pai da Erondi era músico e é o único responsável pelo velacho dela visto que teria prolongado a pausa na hora h o que teria resultado na falta de material necessário ao adequado acabamento

APOCALIPSE – cognome do Sérgio Augusto e mui precisa descrição do que sentíamos todos ao olhar para ele

PILIGUDO – alcunha do Aristóteles e vale o que foi dito acima, mais precisamente em GERIBA

SÓ DA DIREITA – epíteto do Acir porque, do jeito que sempre mantinha a cabeça e o pescoço inclinados e virados para a direita, sempre chegava atrasado quando alguém, do outro lado, centrava-lhe a bola

PERIGALHA – forjou-se este feminino para ser o cognomento da Marcélia; sem comentários (ver BARBELA a seguir)

BARBELA – sobreapelido da PERIGALHA

LORÉ – sempre muito fechado e vivia carregando bagagem de um lado para o outro, por conseguinte, mereceu esta cognominação o Molina

COCHICHO – o negócio da Mirênia era cochichar, daí a cognominação

UAI! – era essa a marca registrada do Santoro que adorava contar histórias de OVNI’s e de ET’s, e recebeu a antonomásia, e ganha uma passagem pra Varginha quem advinhar de onde ele era...

GERALISTA – companheiro de uai! do UAI! era o Roberval e ficou com a apodadura

MEIO-FIO – o nome de guerra do Gualberto foi uma homenagem à sua estatura

FILIPA – deu a Dirlene esse alcunho o BIBLIO(ver Parte II) e fê-lo emocionado... e acrescentou: “fiquei com os olhos vermelhos ao ler ‘Teresa Batista Cansada de Guerra’(2) porque encontrei o agnome perfeito diante das responsabilidade que desde cedo ela teve e das quais se desincumbiu com fibra”

PRETA INÊS(3) – embora fosse branca a Inês, era chagada a uma feitiçaria, o que a tornou muito famosa lá na rua, e o BIBLIO(ver Parte II) apôs-lhe o alcunho

MAKA – o Uanhenga Muianga era angolano e adorava uma discussão, daí o agnome

MACARÉU – deu-lhe esse prosônimo o BIBLIO(ver Parte II) e nos informou que o havia dado porque o Noronha tinha a mania de remar sempre em sentido contrário ao da correnteza

CABELINHO – o cabelo do Jorge Augusto era liso mas estava sempre impecavelmente penteado, donde o epíteto nominal

PARALELEPÍPEDO – vivia o Lauerano, por causa do seu mister, com o cesto cheio de pães ao ombro, a vendê-los, e toda vez que nos via jogando bola na ladeira, quando a subia, descalçava os tamancos e gritava: “Rola, rola”... e dava na pelota um bico... um dia... alguém arranjou o couro de uma bola velha e colocou-se um paralelepípedo dentro... e ele nem notou a diferença... e a fratura e a titulatura foram inevitáveis

CAPINA – o apelido recebeu o Laerte porque era o primeiro a capinar quando o negócio esquentava

VIRA-LATA – também obra do CRA(ver PORNOPÉDIA – Parte VIII) o mui justo apodo do Lidimar, e a ele se aplica perfeitamente o comentário que fez o BIBLIO(ver Parte II) acima, em CHARANGA

MEIA-TIGELA – velacho do Armânio e vale a pena ver o que está escrito em BAGATELA(ver Parte XI) embora aqui não se aplique o ‘tire outra conclusão’ porque só há uma mesmo

VENEZA – denominação picaresca (ou melhor: tantalesca) da Valéria porque, desde cedo, o negócio dela é viver de água em água, e, se ninguém fizer nada por ela, corre o risco de desaparecer por causa disso, e não conheço quem não diga: “Que pena... ela tão bonita...”

CAPIVA – apócope de capivara e o cognome do Maldonado


(1) Raul Pompéia
(2) Jorge Amado
(3) Ascenso Ferreira; ‘Catimbó e Outros Poemas’

terça-feira, setembro 06, 2005

Apelidos - Parte XV

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII e XIV (quantos algarismos romanos mais saberei escrever?!) não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

CHULECA (é) – alcunho da Angélica e merece o comento que fiz em ZUGA(ver Parte XIII)

MACARRONE – agnome do Enrico, irmão do CARCAMANO(ver Parte XIV)

FELICIDADE II – prosônimo da Liliane e o entenderá rematadamente ao ver o que está dito em FELICIDADE(ver Parte XIII)

FUNÂMBULO – velacho do Sérgio Afonso e, para comprendê-lo, basta passar os olhos por TANTO-FAZ(ver Parte III)

CAMILINHA – apelido da Lindalva, uma vintona, e o BIBLIO(ver Parte II), sempre ele!, justificava-o invocando ‘Histórias sem Data’(1) e apostava que, da forma como obrigava a vestir-se a CAMILINHA, a mãe dela devia se chamar D. Camila, mas todos sabíamos a mãe dela era a D. Josefina... durma-se com um barulho desses...

RB – titulatura do Brício e, consoante o criativo e incansável BIBLIO(ver Parte II), eram as iniciais de Raimundo Benedito(2) porque o RB não gostava quando bajulávamos algum músico e dizia que não nascera para adular esses caras

LOXA (ô) – você conhece o LOXA?

AVE DE PILHAGEM – o BIBLIO assim explicou o epíteto nominal do Pérsio: “Vagava pelas páginas de ‘Contos Escolhidos’(3) e lembrou-me o nariz dele um excerto que continha tal expressão”

AERE PERENNIUS – por mais incrível que possa parecer-lhe, não foi o BIBLIO(ver Parte II) o artífice do apodo do Horácio, e ninguém sabe quem foi, sabemos só que ao BIBLIO devemos a grafia correta, o significado (“mais durável que o bronze”) e a razão da denominação picaresca (“o nome do AERE PERENNIUS e o fato de viver dizendo também que o que ele fazia ia durar muito”)

ÚBERE – cognome da Marieta; sem comentários

DIBURU – alcunha do Felisberto Afonso e a ela aplicas-se, no todo, o comentário feito em CHULECA acima

SIÁ LUDOVINA(4) – epíteto da Geralda que veio da roça já mocinha e se gabava de conhecer reza e simpatia para curar bicheira

O SERTANEJO(5) – deu este cognomento ao Joselildo o BIBLIO(ver parte II) porque, como nos falou, quando tinha o pobre em casa uma refeição, era um pedaço de charque-de-vento e um punhado de farinha

BICUDO - ao lusitano Vítor João deu a cognominação o BIBLIO(ver Parte II) e explicou: “eu nasci em Mato Grosso”

TRALREZANA – apodadura do Eládio e vale o que disse sobre VENTRÍCOLA(ver Parte XIV)

LAUBO – antonomásia do Esmeraldino e cabe muito bem aqui o que falei anteriormente em DIBURU

TAPUME – nome de guerra do Norieldo, o único que, em dimensões, não ficava muito longe do Argeu (ver BORDUARDO – Parte X)

ANERBINA BARBOSA ou ANERBINA – como a Luziléia era louca por guamixã e jabuticaba, providenciou para ela esse alcunho o BIBLIO(ver Parte II) e ficava intrigantemente murmurando: ‘Por que Lulu Bergantim não Atravessou o Rubicon’(6)

LEOPARDI – para o Ubiraci foi o agnome forjado pelo BIBLIO(ver Parte II) que aduzia: “uma alma que deseja ações signifactivas num corpo franzino e ridículo”; e complanava cogitabundo o pensamento: ‘Homens e Livros’(7)

HAIKU – epíteto nominal da Matsuko que era um pequeno, delicioso e profundo poema na opinião do BIBLIO(ver Parte II)

EU – deu ao Bismarque da Silva o prosônimo o BIBLIO(ver Parte II) que gostava de repetir que o EU(8) vivia dizendo: "A mão que afaga é a mesma que apedreja"

ROGER DE BEAUVOIR – essa foi a titulatura que coube ao Roger da Silva Santos e sacação do BIBLIO(ver Parte II) que a pronunciava como a pronunciaria um bom francês e que dizia ainda que, embora não estivéssemos ‘Em Paris’(9), com firmeza ousada ele havia aceitado o papel de namorado traído

CABARETIER – outro que um apelido francês recebeu do BIBLIO(ver Parte II) foi o Jorge Artur já que era quem apresentava os números dos espetáculos de variedades que produzíamos em nossa rua, e a pronúnica BIBLIOÍNICA era magistralmente francesa

LT – alcunha da Laís Taumaturgo, mas, de acordo com o BIBLIO(ver Parte II), foi mera coincidência porque eram, de fato, as iniciais de ‘Leonor Teles’(10) visto que a LT tinha tentado também conquistar um Fernando com sorrisos fagueiros e fingidos que se desfaziam diante da expressão grave do sujeito

SUMÔ – titulatura da Kumiko, o oposto da HAIKU (ver acima)

KEIXA – apelido da Haruko, irmã da SUMÔ... e a grafia está correta...


(1) Machado de Assis
(2) Viriato Correia; Contos do Sertão
(3) Júlio Brandão
(4) Nélson de Faria; Bazé
(5) José de Alencar
(6) José Cândido de Carvalho, Por que Lulu Bergantim não Atravessou o Rubicon
(7) Carlos Magalhães de Azeredo
(8) Augusto dos Anjos
(9) Ramalho Ortigão
(10) Antero de Figueiredo

terça-feira, agosto 23, 2005

Apelidos – Parte XIV

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII e XIII (quantos algarismos romanos mais saberei escrever?!) não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).


GARGENTO SARCIA – antonomásia que no Estélio pôs sua namorada e, quando a ela perguntamos o porquê, ela sorriu amareladamente e se queixou: “Ele não consegue prender o jorro!”

FM – não é aqui a abreviatura de freqüência modulada, é a apodadura do Domício porque só sabia fazer merda

SUNDA – você conhece o SUNDA?!

BIFE – nome de guerra do John Phillip, de família inglesa

ZUGA – do Adelmo é o alcunho e a este se aplica, in totum, o que eu disse sobre CHUBA(ver Parte XIII)

CANGUIÇO – agnome do Aécio e serve-lhe a explanação que fiz em TABICA(ver Parte IX)

FELICIDADE – a Dirlene tinha tara por homem calvo e seu prosônimo, qual o do CONSELHEIRO(ver Parte XIII), foi elaborado por seu primo, o BAGATELA(ver Parte XI), que ela, imitando o CONSELHEIRO, chamava de ‘O Primo Basílio’(1)

SALAME – sempre gostou o Luís Afonso de fazer zumbaias e rapapés e ao CRA(ver PORNOPÉDIA - Parte VIII) propusemos que seu epíteto nominal fosse salamaleque, mas, e mais uma vez, deu-nos um banho de cultura o BIBLIO(ver Parte II) e sua sugestão foi aprovada por unanimidade (NOTA: não há não dizer que há uma corrente que, apoiada em grande e robusto argumento, acha que esta obra do BIBLIO tem duplo sentido!)

BALACO – como só queria saber de festa e de farra, demos ao Liomar esta titulatura e de balacobaco é a apócope, e a utilizamos por influência do BIBLIO(ver Parte II)

AE – foi logo dizendo o BIBLIO(ver Parte II) que nada tinha a ver com aluno excpecional o apelido do Etelvino, pois fora formado com as iniciais de Altamiro Escobar(2) visto que o AE vivia dando dinheiro ao Vanildo, irmão da Vanice, que havia pegado os dois fazendo saliência e ameaçava contar tudo ao pai se não ganhasse uma graninha de vez em quando

ACRISSÔNIA – a rudeza, a aspereza e a grosseria eram os traços marcantes da personalidade da Sônia, então, o BIBLIO (ver Parte II) concebeu este apodo misturando o nome dela com acrimônia

CARAMUJO – denominação picaresca do Francelino e sou obrigado a confessar que nunca descobri quem foi o autor nem o motivo que o levou à apodadura

VIRABREQUIM – conseguia o Ferdinando fazer o que era claramente reto tornar-se tautologicamente circular, e merecidamente recebeu o alcunho

TAUTAU – disse-nos o BIBLIO(ver Parte II) que duas razões fizeram-no dar ao Tomaz este agnome: 1ª.) o pai dele metia-lhe o chicote quando ele saía da linha; e 2ª.) a família havia morado em Angola

ACOSTADO – demos este prosônimo ao Geilson porque, naquela época, aba não estava na moda

MOREIRINHA(3) – porque era baixo e gordo o Antônio João de Alcântara Prado, botou-lhe este epíteto nominal o BIBLIO(ver Parte II)

FALCATRUA – titulatura, ou melhor, ferrete do Prudêncio; sem comentários

MAROLA – quando chegava a Lorena, havia agitação e alvoroço e ficou ela com o apelido

BRANCA – foi pelo BIBLIO(ver Parte II) agraciada com este apodo a Ederli porque, segundo ele, ela estava se acovardando diante da possibilidade de um escândalo social quando nascesse o guri com cara do pai, ‘O Coruja’(4) (ver CORUJA - Parte V)

LENA – como causou a Virgínia Almeida Cunha, por seus ditos e gestos, viva sensação na rua assim que pra cá se mudou, deu-lhe de imediato esta denominação picaresca o BIBLIO(ver Parte II) e murmurava muito seriamente: “Não sei dizer quando, mas, em algum momento, ela se chamou ‘Helena’(5)”

ROQUEFORTE – fomos, um dia, a uma festa na casa de um parente do CHAPA-BRANCA (ver Parte III) que tinha ainda mais grana do que o pai dele e nos foi servido um queijo estranho e constatamos que o Gregório tinha um cheiro parecido, embora mais forte, aí, embrulhamos um pedaço e levamos para o BIBLIO(ver Parte II), e ele bolou o velacho e o grafou exatamente assim, ou seja, só a última letra não escreveu italicamente (ou será francesamente?!)

158 – cognome que no Vanildo (ver AE acima) sapecou o BIBLIO (ver Parte II) e nos mandava contratar um criminalista para que nos explicasse a alcunha

GRICA – prosônimo da Estefânia e vale pra ele o que disse em CHUBA(ver Parte XIII)

SALDO NEGATIVO – vendo o tamanho de suas orelhas em relação ao da cabeça, o do nariz em comparação com o da testa, o das sobrancelhas cotejado com o dos olhos, o das mãos em confronto com o dos pés etc. etc. etc., vemos que o cognomento do Miécio expressa fielmente o rescaldo da conjunção carnal que o gerou

PAULATINA – traduz precisamente a maneira de ser da Sheila sua cognominação

ECLIPSE – tinha o João Luís a mania de se postar sempre ao lado ou atrás de alguém e o fazia de modo que só pudéssemos vê-lo parcialmente, por isso lhe demos a apodadura

SARANGA – alcunho do goiano Elomar que acreditava em tudo

EREMITA – o agnome do Bernardo Avelar era, por inteiro, EREMITA-BERNARDO e deu-lho o BIBLIO(ver Parte II) e fê-lo, como nos disse, para diferençá-lo do MAGIRUS (ver Parte IX), bem como, porque, à semelhança dos crustáceos decápodes da famílias dos pagurídeos, o EREMITA vivia colado no CARAMUJO (ver acima) e aproveitava as sobras dele

SARNA – não vou comentar o prosônimo da Edileide

GRINGO – epíteto nominal do Juan Isidro Passarella

CANECO – titulatura do João, filho do Seu Manavendra e da dona Jolie

CARCAMANO – apelido do Ambrosi, descendente de italianos

TARANTELA – apodo da viva e alegre Donnata, irmã do CARCAMANO

VENTRÍCOLA – ficou com esta denominação picaresca o Fagundes porque conseguia, às vezes, ser páreo para o BOILIM (ver Parte XIII)

BICHO-DE-PIABA – o Travassos era sacristão e não conseguia guardar segredo, por essa razão o BIBLIO (ver Parte II) agraciou-o com este velacho que, segundo nos falou, tinha sido fruto de ‘Lume e Cinza’(6)

BAETA - cognome do Zé Bento e justíssima homenagem à sua mineirice

PAGURO – sobreapelido do EREMITA (mostrado anteriormente)

VITÉLIO – alcunha do Etelvino que, embora não pudesse ser chamado de rival do VENTRÍCOLA, tinha um desempenho bom

VARANDA – epíteto do Albino Lourenço e mais um trabalho do BIBLIO(ver Parte II) que o cognomento explicava(?!) assim: “sei onde dorme e o pai dele é minhoto”

CARNE-SECA - cognominação do lusitânico João Ilídio

JOHN BULL – apodadura do Charles Edward, primo-irmão do BIFE (ver acima)

PALANGANA – o CRA(ver PORNOPÉDIA – parte VIII) analisou o petiguar Porfírio da cabeça aos pés e, quando aqui chegou, definiu-lhe a antonomásia (NOTA: houve, é claro, total influência do BIBLIO(ver Parte II))

CUMBA – nome de guerra do Agnelo que era capaz de fazer uma vara desaparecer em segundos

OLFORTUM ou OLFERTUM – alcunho do Generval e nos deu um baile com ele o BIBLIO(ver Parte II), e, ainda, fez o mesmo desafio que fizera em BOILIM(ver Parte XIII), e disse que nos ia dar uma colher chá e mandou: “esse cara ofende a pituitária!”

ARROTO-CHOCO - alcunho do Anacleto

CONDE DE LIPE – justificava o agnome que dera ao Sigismundo o BIBLIO(ver Parte II) dizendo que ele era a antítese do SUFRÁGIO UNIVERSAL(ver Parte IV) ou DR. ROMÃO(ver Parte XIII)

PAI DA VIDA – prosônimo que no Tenório apôs o CRA(ver PORNOPÉDIA – Parte VIII) completamente influenciado pelo BIBLIO(ver Parte II) que convenceu a calada Comissão quando asseverou que o Tenório era um relaxista

MAGUTO – epíteto nominal do Josival (ver comentário feito em GRICA acima)


(1) Eça de Queirós
(2) José Condé; Como uma Tarde em Dezembro
(3) Alberto de Oliveira, citado por Graciliano Ramos, Contos e Novelas, II
(4) Aluísio Azevedo
(5) Machado de Assis
(6) Alberto Rangel

terça-feira, agosto 16, 2005

Apelidos - Parte XIII

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI e XII, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

BOILIM – deu-nos o BIBLIO(*) esta explicação: "como entendo muito de etimologia, conheço bem o idioma de Sócrates e é um grande socresteiro o Gildásio, forjei esta titulatura mexendo num substantivo feminino do vernáculo, ou seja, modifiquei a sílaba inicial e me vali da apócope, e ganha um prêmio quem conseguir desvendá-la" (NOTA: até hoje o prêmio não foi concedido!, você não quer tentar?!)

CV – nada tem a ver com Comando Vermelho que, naquela época, nem existia, e, como nos contou o BIBLIO(*), o apodo do cearense Josué foi formado com as iniciais de Cerbelon Verdeixa e a tal agnome chegou BIBLIO quando refletia sobre ‘Heróis e Bandidos’(1), mera coincidência!, visto que o alcunhado era turbulento e acangaceirado mas dizia que ia ser padre... quem é que entende a cabeça do BIBLIO?!... e a do CV então?!

BB ou BERRA-BEBÊ – tal cognominação, o inverso de dorme-nenê, caiu muito bem no Perácio que, toda vez que acalentava o irmão caçula, conseguia um resultado contrário

DE ACARRETO – perfeitamente descreve o Reginaldo o agnome

BOM ACASO – ficou sendo o alcunho do Demétrio depois que ele achou uma boa quantia e nem pensou em tentar achar o dono para devolvê-la e, para se justificar, disse-nos que "não era crime achar dinheiro, era uma felicidade, um bom acaso..."(2)

VT – alegando vermelhas e grossas razões nasais e imitando, com as mãos, os óculos do Jânio da Silva Santos que eram dourados, nele a titulatura sapecou o BIBLIO(*) e explicou que eram as iniciais de Vitorino Teixeira(3), e ria toda vez que o chamava pelo velacho, e ninguém entendia nada, muito menos o apelidado, que, invariavelmente, retribuía mandando o BIBLIO à merda

CHAPISCO – a pele do Leôncio foi a responsável pelo cognome que nele pusemos; também era chamado de LIXA

BALBALHO – um grande enigma para mim a alcunha do Márvio até hoje é

RIFA – porque estava sempre rifando alguma coisa para ganhar algum dinheiro ganhou o Vando o apelido

CHUBA – velacho do Heráclito e cabe aqui como uma luva o comentário que fiz sobre BALBALHO

LOMBRIGA – por motivos que, naquela época, não sabíamos qual eram, o Pedro Antônio as expelia com insólita freqüência e ficou com a apodadura

PELE DE TOMATE – não seria recomendável explicar o cognomento do João Antônio, mas várias tesmunhas oculares afirmaram ter visto pedaços dela quando a professora não deixou que fosse ao banheiro e ele não conseguiu evitar evacuação

MIJA-PÉ – ficou com o prosônimo o Pires porque mijava constantemente em seu próprio pé quando vinha mamado de alguma festa e urinava em alguma árvore

DR. ROMÃO(4) – sempre nos surpreendia o BIBLIO(*) e mais uma vez o fez quando começou a usar este epíteto nominal, e nem sabíamos quem era o sortudo; com o decorrer do tempo, constatamos que havia sido contemplado o SUFRÁGIO UNIVERSAL(**) e exigimos uma explicação do BIBLIO, e ele, demonstrando muito respeito e admiração, disse-nos que, mais do que qualquer outro, merecia o Eliseu ter também esta outra cognominação

GANSO – entende perfeitamente o porquê do velacho quem já viu o Lindauro andando

K-TINGA – maquiamos um pouco a apodadura da Acelina grafando-a dessa forma, mas como a maioria absoluta da utilização não era por escrito...

GIRARDIN – apodo da Etelvina que era muita irônica e sempre capaz de dar uma resposta azeirada e que, por extenso, segundo seu autor, o BIBLIO(*), era MADAME DE GIRARDIN(5)

TOPETE – diante da atual extensa e ampla calvície do Basileu espanta-se quem lhe ouve o cognome, mas, naquele tempo, o dele era o único que fazia frente ao do Elvis, e a gente dizia TOPéTE, mas, o BILBLIO(*), caprichva no TOPêTE

SAGUNTO(6) – obra do BIBLIO(*) o agnome do Osmar e nunca nos deu nenhuma explicação

BABOVO – tão puxaco-saco, tão bajulador, tão adulador era o Constâncio que tivemos de dar-lhe tal alcunho que, é claro, decorreu do freqüente uso do original que era BABA-OVO

MACRURNO – apelido que ao Indalécio deu o BIBLIO(*) que asseverava veementemente que o apelidara certo por ‘Linhas Tortas’(7) e explicava que era o resultado da fusão de macróbio com soturno

GODÔ – aclarou-nos o BIBLIO(*) que, ao ouvir seu avô dizer que ia picar o ‘Bazé’(8), viera-lhe à cabeça a denominação picaresca do Jamil visto que a voz dele era um fiapinho

CONSELHEIRO – prosônimo do Adílio Silveira Labanca e que, por inteiro, era CONSELHEIRO ACÁCIO, e que nele colocou o BAGATELA (***) que para o CONSELHEIRO era aparatosa, afetada e ridiculamente ‘O Primo Basílio’(9)

ACEIRO – fez jus a este epíteto nominal o Eunício porque, quando alguém pegava fogo, era o que se colocava entre este e os outros para que se não propagasse o incêndio, e funcionava em geral (NOTA: o BIBLIO(*) preferia chamar-lhe de ATALHADA)
(*) ver Parte II
(**) ver Parte IV
(***) ver Parte XI

(1) Gustavo Barroso
(2) Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas
(3) Gracilianos Ramos, Caetés
(4) Almeida Fischer; 10 Contos Escolhidos
(5) Ramalho Ortigão; Em Paris
(6) Aquilino Ribeiro; Os Avós dos Nossos Avós
(7) Graciliano Ramos
(8) Nélson de Faria
(9) Eça de Queirós

quinta-feira, agosto 11, 2005

Apelidos - Parte XII

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X e XI, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

RAPUNZEL(1) – quando questionamos o epíteto nominal da Carolina, o BIBLIO(*), ar triste e olhar distante, sugeriu-nos que conversássemos com os irmãos Grin e, dizendo que inglês era com ele, o BARONETE(**) grafou o nome dessa forma!, e deu-nos ainda um número de telefone o BIBLIO, e telefonamos, mas, era da Livraria Borges e nos informaram que os irmãos Grin não trabalhavam lá... tentamos outra vez e recebemos a mesma resposta... na terceira tentativa, o cara que atendeu o telefone ficou puto e nos mandou à merda, e desistimos, achando que o BIBLIO era um bom filho-da-puta

BOLA MURCHA – o cognome reverenciou o péssimo futebol do Técio que só arranjava um lugar no time porque era o dono da bola, do uniforme, do campinho, das balizas etc.

FULGÊNCIO(2) – assim o BIBLIO(*) chamava o Sérgio, e só assim, e justificava-se alegando que ele “vivia... do abstrato, dos princípios e das fórmulas”, e o agnome pegou

SEM TELHA – nunca primou o Perivaldo pelo juízo ou pela inteligência e a apodadura sublinha esse fato

BABUCHKA – a Irina Patkin já nasceu com cara de velha, daí o apodo

PUÇÁ – as mãos do Isidoro seriam manápulas se tivessem a metade do tamanho que tinham, e, quando as juntava aconchadamente, encostando a parte lateral dos dedos mínimos e das palmas, não precisava de puçá para pescar, e veio o velacho

CRISOPÉIA(3) – a Ângela era rara, pois linda e gostosa, e valiosa, pois rica, e como todos tentamos em vão conquistá-la, o BIBLIO(*) cognominou-a de PEDRA CRISOPÉIA(2), mas, no dia a dia, acabou ficando só CRISOPÉIA (NOTA: a titulatura a deixou puta da vida, o que, de certo modo, foi pra nós uma vingança já que ela era inalcançável)

BUBARU – inexplicável o alcunho do Noel

BUCARÉ – na primeira vez em que vestiu um casaco, ainda bem moleque, na lapela do dito cujo o Vladimir pôs uma flor amarelada, daí sua denominação picaresca

VOVÓ – vale para a brasileira Cremilda Silva o que foi dito sobre a BABUCHKA, por isso o epíteto nominal

FADA – agnome da Fábia Damiani

CARRETEL – a vida do Molina sempre foi muito enrolada e o apelido surgiu naturalmente (NOTA: ele era chamado também de NOVELO, MOLINETE, CARRETE, BOBINA, ENROLAMENTO e ROLO)

MAÇANETA – o Jairo foi agraciado com a alcunha porque costumava ficar atrás da porta para espreitar, ouvir, espionar etc. etc. etc.

CATURRITA – denominação picaresca do Clarindo e que passou a ser antônimo de GAMBIARRA(*) e pra-lá-de-antônimo de ARRANHA-CÉU(***)

DRAGA – a Antonieta receceu esse cognomento porque sentia o maior prazer quando trazia lama ou entulho à tona e, por isso, vivia a revolver o fundo da vida de todo mundo (ver LEVA-E-TRAZ e AÇACU abaixo)

TRIPINHA – este prosônimo sublinhou uma característica anatômica do Josualdo que por si só o deixava já muito acabrunhado

LEVA-E-TRAZ – titulatura da Julieta que fazia dupla com a DRAGA e uma era da outra o venenoso complemento, e, muitas vezes, nos fizeram recorrer ao Instituto Butantã que precisou alterar suas estatísticas visto que as duas arrasaram a jararaca-verdadeira, responsável, até então, pela maioria dos acidentes ofídicos no Brasil, com cerca de 50% dos casos registrados pelo Instituto (ver AÇACU adiante)

COLEGIAL – apodo que mereceu o Adroaldo poque só queria saber de menina usando uniforme escolar e não podiam faltar o sapatinho preto e a soquete branca

VENTOSA – foi a Jandira Janice contemplada com essa denominação picaresca e não lha vou explicar, por desnecessário

CASIMIRA – o Elísio não se cansava de dizer que só usaria roupas feitas com esse tecido quando tivesse dinheiro, então, decidimos que ele vestiria o cognomento enquanto fosse duro, e ele continua vestindo o prosônimo até hoje

MELÉU – pode ser que alguém possa, mas eu não posso dar esclarecimentos sobre o cognome do Zé Afonso (NOTA: disseram-me, inclusive, que, em razão de erro na pronúncia, teria ocorrido transformação na acentuação e na grafia do cognome original que teria sido MÉLEO, mas não acredito já que isso, com certeza, o Zé Afonso nunca foi)

FRESCO (é) – apodadura do Fred Scorfield

D’OUTRO MUNDO – por causa da calva e do bigode, recebeu a Osmarina esta cognominação e, disse o BIBLIO(*), que sopraram o agnome ao seu ouvido ‘Almas do Outro Mundo’(4)

ZABUGAIA – abstruso velacho do Hiram, obra sibilina de autor ignoto

BOM-CRIOULO(5) – ‘olhos negros, nariz acaçapado’... razões que, dizia o BIBLIO(*), fizeram-no dar ao Romildo o apodo

AÇACU – agraciado com este prosônimo foi o Manolo porque era o único que conseguia concorrer com DRAGA e com a LEVA-E-TRAZ

FLOR DE ALGODÃO – antes suspirou romanticamente, depois, falou o BIBLIO(*) que a pele açafroada da Mara o inspirara na hora de criar-lhe a apodadura

NICOTA – viera da roça a Ofélia e cheia de modos caipiras, e o BIBLIO(*) dizia que lhe dera o prosônimo ‘Ao Entardeder’(6)

(*) ver Parte II
(**) ver Parte VIII
(***) ver Parte X

(1) de Jacob Grimm & Wilhelm Grim; ilustrado por Paul O. Zelinsky
(2) Machado de Assis; Histórias sem data
(3) P.e Manuel Bernardes; Nova Floresta, IV
(4) de Mário Brandão
(5) de Adolfo Caminha
(6) de Visconde de Taunay

terça-feira, agosto 09, 2005

Apelidos - Parte XI

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

COSPE GROSSO – apodadura do Quirino que nunca conseguiu proferir uma única palavra que não fosse impropério ou ofensa (ver BAIXARIA adiante)

BAGATELA – agnome do Basílio Galileu Telêmaco Labanca e, caso queira, tire outra conclusão

LIMÃOZINHOS – não precisa de explicação o epíteto nominal da Vanilda, ou precisa?!

PATO ROCO – alcunho do Amâncio e clara referência à sua voz

LABUTA – titulatura da Lara Bulhões Tavares e, por favor, tenha cuidado, muito cuidado, mas muito cuidado mesmo com a pronúncia porque ela é sobrinha e afilhada do Argeu(*)

DE CHUPETA – cognomento do Adroaldo porque tudo para ele era assim, mesmo que, na verdade, fosse intragável ou péssimo

HC – criação do BIBLIO(**) e ele, esbanjando malícia, asseverava: “eu não tenho complacência, embora saiba que, de certo modo, a Silvana tem, por isso, pus nela este apodo, e garanto que nada tem a ver com habeas corpus…”; e, até mais não poder, ria da nossa ignorância!

BAIXARIA – era característica dos membros da família dizer impropérios e ofender, por isso, o Cirino, irmão do COSPE GROSSO, ganhou essa alcunha

BIBU – do Sinval é o cognomento e mais um que não sei como surgiu nem o que significa

FU – dizia-nos marotamente o BIBLIO(**) que o prosônimo que pusera na Arlete era uma sigla formada com a primeira letra de um substantivo e com a de um adjetivo, e que não o entendíamos, embora adorássemos a insaciedade que a caracterizava e que motivara o velacho, porque não éramos perspicazes e não sabíamos nada de psicopatologia feminina

SABUGOSA – Visconde de Sabugosa(1) foi a titulatura primeira do Breno, mas, mui sabiamente, contra ela insurgiu-se o BIBLIO(**) afirmando que era enormemente ultrajante para o Visconde porquanto, do ponto de vista físico, era justíssima, contudo, pelo ângulo da capacidade intelectual, totalmente inadequada, e levou à CRA(***) a questão, aí, depois do due process of law, e por decisão unânime, retirou-se-lhe o título nobiliárquico

CALÇÃO DE BANHO – denominação picaresca do Anselmo que sempre dizia que ia pegá-lo quando era chamado para ir à praia... enquanto todos falávamos sunga

TRAMPOLIM – agnome do Abelardo e ele não tinha realmente nenhuma outra utilidade

CHEGA-MAIS – a denominação picaresca da Eliana prescinde de explicação

DV – se hoje colocássemos uma cognominação no Lúcio, seria DST, porque ele teve várias vezes cancro mole, sífilis, gonorréia, infecção por clamídea, candidíase, infecção por tricômonas, herpes simples genital, condiloma acuminado / HPV, infecção por gardnerella, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, pediculose do púbis e infecção por ureaplasma

MAMU (apócope de mamute) – merecidíssimo o alcunho do Adílio

CARICATURA – apodadura do Heleno e é extamente o que ele parece ser

PARTI PRIS – quem criou esse prosônimo que tão bem, tão perfeitamente sintetizou as posições, atitudes, opniões e opções preconcebidas que sempre caracterizaram o Faustino? Errou... Não foi o BIBLIO(**), e não sei quem foi, e confesso que achava que era “partepri” e que só lhe entendi o significado e aprendi a grafá-lo corretamente quando recorri ao pai-dos-burros para pô-lo aqui e, é bom dizer, suei muito para encontrá-lo!

MARRETA – desde a mais tenra idade, seguindo as pegadas do pai, mostrava o Eliezer grande inclinação para a camelotagem, daí o apelido

BUJARRONA – epíteto nominal que do BIBLIO(**) recebeu a Cléia por ser grande, triangular e chata

CAIXA DOIS – apesar de parecer moderníssimo o cognomento do Olívio, não é, pois, foi-lhe conferido há 45 anos porque ele já dizia que, como fazia seu pai, ia ser especialista em caixa dois de campanha política

FRANCESINHA PERFUMADA – agnome que à Brigitte Flaubert de Balzac deu o BIBLIO(**) e ele nos dizia, com “Ironia e Piedade”(2), que lhe homenageara “os piscos olhos circulados de olheiras provocantes”

QUE ABACAXI! – ao Sandoval deu esse apelido o BIBLIO(**) quando soube que a namorada dele, pelo telefone e em pânico, lhe dissera: “Vou ser mãe!”; e, quando falamos que ele havia sido grosseiro, respondeu-nos: é “A vida como ela é”(3)!

O JUDEU(4) – este prosônimo no Antônio José da Silva, filho de portugueses nascido no Brasil, e que de judeu nada tinha, pôs o BIBLIO(**) e nos deixou perplexos, mas o BIBLIO bradava indignadamente que nossa ignorância literária nos não permitia compreender o alcunho

DA RUA DOS CONDES – como a menina se chamava Suzete e se metia a cantar em todas as festas, deu-lhe o BIBLIO(**) essa titulatura, e murmurava: “às vezes são deveras “Cômicos”(5) os meus velachos!”

MELQUÍADES(6) – Gervásio apareceu de repente por aqui e já era bem taludo, dizia-se às esconsas que precisara fugir do interior e viera esconder-se aqui, na casa de um tio, mas, afirmava o BIBLIO(**), e sempre de um jeito muito estranho e sério, que conhecia a exata razão da subitânea vinda e que, por isso, dera-lhe essa cognominação, e não nos dava mais nenhuma pista

AIECHA – não era velho nem adepto do islamismo o BIBLIO(**) mas se considerava um leão e vivia dizendo que só a conversação instrutiva da bela Carla lhe adoçava a existência aborrecida e que, por essa razão, recorrera a “Lendas e Narrativas”(7) para dar-lhe o prosônimo


(*) ver BORDUARDO in Parte X
(**) ver Parte II
(***) ver PORNOPÉDIA in Apelidos – Parte VIII

(1) ver “O Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato
(2) de Olavo Bilac
(3) de Nelson Rodrigues
(4) de Camilo Castelo Branco
(5) de Antero de Figueiredo
(6) ver ‘O Anel de Brilhantes e Outras Histórias’, de A.S. de Mendonça Júnior
(7) de Alexandre Herculano

sexta-feira, agosto 05, 2005

Apelidos - Parte X

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

BILBOQUÊ – basta saber como funciona o brinquedo para imaginar a razão pela qual o cognomento recebeu a Evanira

BORDUARDO – ganhou a denominação picaresca o José Eduardo porque, quando não estava por perto o Argeu, adorava distribuir bordoada (NOTA: pedi licença e o Argeu me autorizou a mencionar seu apelido, desde que fosse o último aqui da Parte X e nunca mais o mencionasse, e é o que farei, assim, quando for necessário citar o Argeu em qualquer outro momento ou circunstância, vou mencionar o Argeu indiretamente, quer dizer, escrevendo Argeu, e fazendo referência ao BORDUARDO, pois permissão para isso o Argeu também me concedeu!, e já aviso que tiro todo esse material obediente e imediatamente deste blog caso o Argeu mude de idéia) (MENSAGEM: Argeu, meu amigo!, meu grande amigo!, tá bem assim?! Tá bom desse jeito?! É isso mesmo?! Qualquer coisa... qualquer coisa mesmo... basta fazer um sinal pra mim... eu apago, mudo, altero, transformo, desdigo, desminto, desfaço, emendo, remendo etc. etc. etc. Tá bem?! Um grande abraço, amigo Argeu!)

BELA PRINCESINHA – epíteto nominal, como me mandou dizer o Argeu (ver BORDUARDO acima), com o qual ele homenageou a Júlia, sua eterna paixão, e a mais pura, delicada, sensível, educada, suave e terna moça da nossa turma e, hoje, amadíssima esposa e dulcíssima mãe dos maravilhosos filhos do Argeu: Irineu, Egeu e Romeu (NOTA, como me sugeriu o Argeu: Irineu joga profissionalmente basquete nos Estados Unidos e é um esplêndido pivô!; Egeu, com seu tamanho e massa muscular privilegiados, é um craque do pólo aquático e respeitadíssimo na Europa; e Romeu, o caçulinha, como fala o Argeu, é a fera dos superpesadíssimos desse vale-tudo moderno!, essa luta que, mesmo pela televisão, a gente vê com um pouco de receio!)

REMENDO – apodo do Regberto Menezes Domingues

SUPOSITÓRIO – apesar de ser a CRA (*) ampla, geral e irrestritamente democrática, a Comissão ficou muito chateada porque eu divulguei o cognome do Eustáquio, pois apodo que só era pronunciado nas reuniões realizadas a portas fechadas porquanto ele namorou irmãs de amigos, a mãe de um outro e se casou com ex-mulher de um terceiro e ela abandonou o marido exatamente pelo mesmo motivo que levou a CRA, em reunião secreta, a lhe dar o apelido em pauta

BANDOCA (ó) – a apodadura da Marise é inexplicável

TAUBATÉ – a Melina nasceu lá e ficou o nome de sua cidade natal sendo o seu cognome

BISCA – alcunho do Bismael Calixto e que, coincidentemente, homenageava-lhe também a personalidade

BARAFUNDA – a vida do Márcio sempre foi o melhor exemplo do substantivo que virou sua denominação picaresca

CHURRIÃO – mais uma excelente criação do BIBLIO(**) a cognominação do Demóstenes

BITOCA – prosônimo da Bianca Tovar de Castelo

ESPERANTO – alcunha da Maristela que queria ser universalmente falada

TONHETA – explica-se o prosônimo assim: o Tonho, e assim foi ele registrado, tinha uma certa mania e, ademais, era sobrinho da PUNHONHONA, e primo da PUNHONHA e da PUNHONHINHA (***)

ROLA (ô) – titulatura do Romildo Lacombe

ENFEZADA – cognominação da Hemengarda que não era raquítica, irritadiça, nem ficava aborrecida facilmente, e mais uma sensacional criação do BIBLIO(**)

AR-DE-VENTO – mais um agnome posto pelo BIBLIO(**) e que prefeitamente retratava o estado em que vivia o Peri

Dr. PANGLOSS – cognomento do Macedo, um otimista de carteirinha, e, é óbvio, coisa do BIBLIO(**) que, para os curiosos que perguntavam sobre a gênese do prosônimo, dizia: - Que questionamento Cândido(1)!

BAGOS – alcunho do Belarmino Antônio Gonçalves Olivério da Silva

TATU – o nome dele era Tadeu Tubino e, coincidentemente, ficava alucinado com qualquer tipo de buraco, e o epíteto nominal apareceu

SABE CHÃO – a titulatura do Ronaldo foi uma grande gozação do BIBLIO(**) e, como só falávamos ou ouvíamos o velacho, levei muito tempo para descobrir a manobra, e cheguei até a pensar que o BIBLIO - que não o pronunciava em tom de gozação - tivera um acesso de estupidez ao bolar esse cognome porquanto o “homenageado” era um notório exemplo de mediocridade congênita, mas, e faz pouco tempo, vi pela primeira vez o apelido escrito, e percebi a sacanagem... entretanto, o SABE CHÃO continua dizendo que ele era o sabichão da nossa turma e usa, como argumento, o prosônimo que lhe deu o BIBLIO

SIRI – velacho do Sílvio Ivan da Rocha Ibraim

PERISCÓPIO – crescia tão impressionantemente o Afonso quando se esticava para olhar por cima de alguém ou de algo que fomos obrigados a lhe dar a apodadura

TOPATINGA – pôs no Ruud Koeman, filho de holandeses, o prosônimo o TRONCA(**)

BULA – agnome do Belmiro Ulisses de Lima Alves

BABOLA (ô) – não lhe sei dizer o motivo pelo qual foi colocado esse apelido no Hércules

GARGALO – pense nesta parte da garrafa e encontrará o motivo que nos levou a colocar na Marli tal titulatura

MANOBRA – velacho do Manolo Oberdan Ramalho

ARRANHA-CÉU – demos o apodo ao Jacinto porque, em matéria de altura, ele deixava pra trás o GAMBIARRA(**)

CAMAFEU – com seu refinado humor o BIBLIO(**) preparava, vez por outra, grandes armadilhas, e a denominação picaresca da Etelvina é um bom exemplo (ver SOFISTICAÇÃO abaixo)

MUQUIRANA – embora não fosse maçante nem sovina, a Cremilda fez por onde e foi agraciada com o cognomento

BIS – denominação picaresca da Berenice Idalécio da Silva que, também, não se contentava com uma só

LORDO (ó) – apócope de lordose e prosônimo da Júlia, e mais uma construção do BIBLIO(**)

CAFEZINHO – nada tem a ver com o café servido em xícara pequena a cognominação do Florêncio, pois é só um eufemismo, e ponha eufemismo nisso!

LAQUÊ – a titulatura da Adelina foi um merecidíssimo tributo à eterna fixidez de seus penteados

SOFISTICAÇÃO – apodo do Genaldo (ver CAMAFEU acima)

TITICA – apelido do Tito Tibúrcio Camargo

CAIPIRA – originalmte era CAPIRA a alcunha do Camilo Pizarro Ranieri, mas, como se tornou um grande aficcionado do jogo, seu velacho ganhou o outro ‘i’

LIUDIMÊNIO – ele tentou botar em si mesmo o seguinte apelido: LIU; inclusive, assim se apresentava; mas não colou já que sempre fizemos absoluta questão de chamá-lo pelo nome

ESPELUNCA – como não era a Leonor muito asseada e adorava andar em más companhias, valeu-se da analogia o BIBLIO(**) e pôs-lhe o epíteto nominal

SALVO-CONDUTO – sempre foi muito pouco usada (ver NOTA II) a alcunha do Argeu que tem mais de dois metros de altura, pesa mais de cento e cinqüenta quilos e luta boxe ainda, é faixa preta de judô até hoje e continua praticando luta-livre nas horas vagas, ou seja, a gente pode ir a qualquer lugar quando está com ele (NOTA I: é absolutamente necessário ver BORDUARDO e BELA PRINCESINHA mencionados antes) (NOTA II: só chamamos o Argeu pelo cognome quando o Argeu nos dá autorização) (MENSAGEM: Prezado amigo Argeu, ficou como você queria?! Acha necessário algum retoque, alteração, mudança etc. etc. etc. Aguardo ansiosamente a sua opinião, quer dizer, orientação, caso, é claro, queira me dar alguma!, ou seja, se sentir vontade de falar!, o que seria ótimo!, maravilhoso!, fantástico!, mas se quiser ficar calado, vou achar ótimo, maravilhoso e fantástico também!, embora ache, com a sua permissão para achar alguma coisa, bem melhor ouvir a sua importantíssima orientação, caso queira verbalizá-la, é lógico! E não podia deixar de perguntar, com toda a distância necessária e com o maior respeito: Como vai a sua, só sua, sempre, única e exclusivamente sua BELA PRINCESINHA? E os meninos? Um grande abraço, amigo Argeu!, e, por favor, perdoe qualquer exagero, deslize, impropriedade ou erro que eu, inadvertida e involutariamente, tenha cometido! E mais um abraço, amigo Argeu!)

(*) ver PORNOPÉDIA in Apelidos – Parte VIII
(**) ver Apelidos – Parte II
(***) ver Apelidos – Parte I
(1) de Voltaire

segunda-feira, agosto 01, 2005

Apelidos - Parte IX

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também).

TABICA – ganhou tal velacho o Dionísio porque, em certos instantes, chegou a parecer que ele rivalizaria com o PELÍCULA (ver Apelidos – Parte II)

LANGONHA – não vou explicar muito o agnome do Samuel porque deixaria você com o estômago embrulhado, mas tem a ver com aquela secreção seca nasal

GOMA-ARÁBICA – como o Fauzi era descendente de árabes e, na escola, colava muito, demos-lhe o cognome

CUSCUÍ – não sei explicar o alcunho do Dorgival

PULGA - epíteto nominal do Pedro Ubaldo Lima Graça de Azevedo

CARACOL – o Tito ficou com esse apelido porque ele vivia muito enrolado

TORRA-SACO – nunca existiu, por certo, outra pessoa tão chata quanto o Bertoldo, essa é a razão da apodadura

AAA – apodo do Adriano Afonso Alencar e não há negar que, mesmo tendo sido coincidência, foi a junção da fome com a vontade de comer

GUERIGUÉRI – creio que não é necessário comentar a denominação picaresca do Sandro

BANZOLA – nem imagino o significado da alcunha do Zenildo

POÇO FUNDO – também me parece desnecessário comentar o cognome da Esmeralda

BODE – geraram a cognominação do Gildo os pêlos esparços que, antes mesmo do buço, cresceram em seu queixo

SACA-BUCHA – o Henrique sempre foi ardiloso, astucioso, e, por isso, lá do fundo do baú trouxe este prosônimo o BIBLIO (ver Apelidos – Parte II)

DIPORCO – a titulatura do Adir é uma baita redução de ‘espírito de porco’ com troca de vogal

MAGIRUS – vem o velacho do Bernardo da escada que tem essa marca e é usada pelo Corpo de Bombeiros já que com ele o mesmo acontecia: era pequeno quando encolhido, mas, ao se expandir, ficava muito comprido

GUEMBA – não sei do motivo que levou ao cognomento do Firmino

MARIA-FUMAÇA – o agnome veio porque adorava o Nilo fazer o papel de locomotiva, e, enquanto rebocava, apitava: piuí! piuí! piuí! (NOTA: também era conhecido como BALDU)

BALDU – redução de BALDUÍNA (ver MARIA-FUMAÇA)

LIQUINHA – alcunho da Rosália e nunca consegui decifrá-lo

CANOA FURADA – recebeu o Agenor esta apodadura porque sempre foi a pique tudo que ele fez

LARAI – a apócope de laraita, mais uma criação do BIBLIO (vide Apelidos – parte II), tornou-se o epíteto nominal da Sirlene porque lhe reverenciava as duas características

SALMOURA – alcunha do Sálvio Moura, e decorreu do uso, já que usávamos o nome todo para distingui-lo do Sálvio Adamastor (ver SALADA a seguir)

SALADA – apelido do Sálvio Adamastor, e construído para não o tratarmos pelo nome, o que poderia deixar o SALMOURA chateado

quarta-feira, julho 27, 2005

Apelidos – Parte VIII

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V, VI e VII, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também):

FOGO BRANDO – demos ao Lopes essa alcunha porque ele fazia tudo muito devagar e, com freqüência, o que ele fazia não ficava pronto a tempo e a hora

FORFÉ (aportuguesamento de forfait) – o Matos inscrivia-se em todos os programas, mas, um pouco antes da hora marcada, anunciava sua desistência e tínhamos que riscar seu nome, assim, a saída foi dar-lhe esse apelido

BABA-DE-MOÇA – por mais paradoxal que pareça, conquistou virilmente essa apodadura o Vítor visto que várias mocinhas se entupiram dele e não deixaram de comer nem quando começaram a ficar enjoadas

CAMBALUXO – apodo do Alves que sempre gostou de cambalacho de luxo

CROCO (ô) – só menciono o cognome do Edilson para não deixar uma lacuna nesse registro, só por essa razão, porque não vale a pena recordar as crocodilagens que ele fez

NOTA SÓ – realmente a denominação picaresca do Azevedo foi, inicialmente, SAMBA DE UMA NOTA SÓ, única música que ele conseguiu aprender a tocar, mas, com o tempo, ele a esqueceu e o cognomento diminuiu

PALAVRAS CRUZADAS – a Taís só conseguia pensar colocando uma letra em cada quadrinho mental e uma de cada vez, e só depois de ter recebido alguma dica, por isso ganhou o prosônimo

ARIRI (redução de ariri-de-festa) – o Carneiro, maranhense que não perdia nenhuma festa, ganhou essa titulatura

MINHOBA (ó) – velacho do Alcebíades e não sei de onde veio

MANHOSO – agnome do Temístocles; sem comentários

CALÇA-MÉDIA – sugeriu-se que o alcunho do Adilton fosse calça-curta, mas o BIBLIO (vide Apelido – Parte II), com sua habitual erudição, ponderou que seria um inadequado epíteto nominal porquanto ele só se submetia, e cem por cento, a caprichos e vontades da Cátia, com as outras meninas, ele quase chegava a ser mandão

ANOREXADA (cs) (confusão de anorexia com forçada) – em razão de problemas financeiros que sua família atravessou, a Marta teve de ser tornar anoréxica, e foi o que motivou a alcunha

CORRIMÃO – apelido da Célia; sem comentários

PINGÁGUA (originalmente PINGA-ÁGUA) – como era muito medroso o Elvécio, o BIBLIO (vide Apelidos – Parte II), com toda a sua vasta cultura, cunhou esta apodadura para ele, que seria o oposto de pinga-fogo

VASELINO – como o Valdelino era um grande vaselina, o apodo pegou

TRUMBICÂNCIA – era inexplicável o que acontecia com o Telmo!, mesmo quando as circunstâncias eram excelentes, ele conseguia se trumbicar, aí, eu pergunto: poderia ter recebido outra denominação picaresca?!

CUMBUIA – pra mim, o cognome do Magnólio sempre foi um mistério

BANHO-MARIA – deve sua denomiação picaresca o Amauri às suas namoradas, e a todas, que sempre afirmaram que ele até esquentava mas não conseguia fazer ferver
CALDO DE CANA – o Adélio sempre foi estranhamente esverdeado, desta forma, pra combinar, pusemos nele esse cognomento

PALÍN – ao apelidar o Isac Nadan Casi o BIBLIO (vide Apelidos – Parte II) matou dois coelhos com uma cajadada: acertou na escolha da cognominação e economizou tinta na grafia (ver ANACÍ, a seguir)

ANACÍ – ao apelidar a Ester Ramar Retse, a musa maior de todas as nossas poesias!, o BIBLIO (vide Apelidos – Parte II) matou três coelhos com uma cajadada: acertou na escolha do epíteto nominal, economizou tinta na grafia e mostrou que, para nós, o nome dela era um lindo verso!

BARONETE – o José da Silva Santos vivia dizendo que um tetravô de um trisavô de um bisavô do avô paterno dele fora um barão inglês, Baron of the King Ringo Lennon McCartney Harrison, e, afora isso, tinha um metro e cinqüenta centímetros de altura... que outro prosônimo podíamos lhe dar?!

PEDALADA – nunca o Genésio falou ‘andar de bicicleta’, sempre preferiu dizer ‘dar uma pedalada’, aí a titulatura apareceu

INFLA (apócope de inflação) – tudo o que havia acontecido, quando nos contatava o Rodolfo depois, mesmo que fosse no dia seguinte, era referido com algum aumento, e o velacho foi posto

TRUBU – ninguém sabe a origem do agnome do Egberto

SERÔ – como tudo fazia extemporaneamente o Fausto, o BIBLIO (ver Apelidos – ParteII) bolou essa redução e pespegou o alcunho nele

MILAU – não sei explicar o epíteto nominal do Elvécio

POUCO CASO – Lino sempre fez questão de mostrar desinteresse por tudo, de mostrar que nada tinha valor pra ele, e a alcunha acabou aparecendo

SALAMANDRA – todas as batatas quentes, de um modo ou de outro, acabavam nas mãos do Servílio e o BIBLIO (ver Apelidos – Parte II) arranjou esse apelido para ele

BATALHÃO – a Hilda sempre disse: “meu negócio é batalhão”; e adorou a apodadura

MEXE-MEXE – ganhou a Cinira o apodo e, é bom que se diga, não o recebeu por gostar do jogo que tem esse nome

SIRIRI – a apócope foi a denominação picaresca que demos à Lucrécia para sublinhar a mania que ela alardeava ter

PORNOPÉDIA – mereceu o cognome o Ilmário porquanto sempre foi uma enciclopédia de pornografia (NOTA: alegando que seu “nickname” (sic), num mundo de “sites, chats, e-adresses and e-mails” (sic) ficara anacrônico, apresentou o Ilmário um requerimento à Comissão de Revisão de Apelidos - CRA no qual pleiteia que sua cognominação perca o acento agudo e passe a ser pronunciada assim: PÓRNOUPIDIA (sic); mas, o BIBLIO (ver Apelidos – Parte II), presidente vitalício da CRA, negou-se a apreciar o pedido por considerá-lo uma afronta à “Última flor do Lácio”(1) e finalizou de modo veemente sua decisão: “Minha pátria é a língua portuguesa.”(2))

PÓ-DE-MICO – foi muito fácil chegar ao prosônimo do Péricles porque todas as meninas que se encostaram nele sentiram imediatamente coceira

TOC-TOC – a titulatura do Vinício foi decorrência da mania que ele tinha e que consistia em bater com a palma da mão direita no polegar e no indicador da mão esquerda fechada quando proferia certas expressões, por exemplo: “se f...!” ou “sifu!”; “vá tomar no c...!”

(1) Olavo Bilac
(2) Fernando Pessoa

sexta-feira, julho 22, 2005

Apelidos - Parte VII

Apelidos – Parte VII

Como já disse nas Partes I, II, III, IV, V e VI, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está (NOTA – quando descobrir algum outro sinônimo de apelido, o usarei também):

BARRICA – titulatura do Eurico; sem comentários

CROCOIÓ – impressionante a semelhança entre esta ave e o Magno, daí o velacho

QUI – como o Juvenal gaguejava muito pouco, botamos esse apodo nele

DRUCA – recebeu a Viviane este agnome de origem desconhecida

PANTUFA – sempre o Caio teve a mania de se aproximar sem fazer o menor barulho, donde o alcunho

GALOCHA – bastava aparecer no céu uma nuven para que a mãe o Hamilton obrigasse a ir à escola usando galocha e ele acabou recebendo esse epíteto nominal

DICOCO - na realidade, o agnome original era GELATINA DE COCO, mas com o uso..., e fez jus a ele a Valquíria por causa da sua cor e do que acontecia toda vez que ela se mexia
BIQUI – denominação picaresca do Dionísio que gaguejava mais do que o QUI, mas não era gago em tempo integral

BASBACHO – demos esta alcunha ao Gino porque ele falava enroladamente e era isso que dizia quando, para se diferençar do Geno, seu irmão gêmeo, tentava dizer que este era um pouco “mais baixo”

DIMOCOTÓ - de fato, o epíteto nominal por completo era GELÉIA DE MOCOTÓ (ver DICOCO)
CHULIPA – o Vivaldo tinha mania de dar piparote na orelha dos outros e de bater com o lado exterior do pé nas nádegas alheias, além disso, dobrava o calcanhar do sapato e o fazia de chinelo, e o apelido pegou

VEIUDO – Demos ao Amâncio a apodadura porque tinha veias salientes demais

TRIQUI – era completamente gago o Fabiano e, por coerência, pusemos nele o cognome (ver BIQUI)

PÉ-DE-MESA – cognomento do Uoston; sem comentários

FUÊ – esta cognominação foi dada ao Idelfonso mas não sei explicá-la

AQUI-Ó! – recebeu este prosônimo o Linaldo porquanto, sempre que não concordava com algo ou ficava puto da vida com alguma coisa, dizia isso e exibia assintosamente o círculo resultante da junção das pontas dos dedos polegar e indicador e mantinha os três outros esticados

AMARRAÇÃO – o Ademir apaixonava-se perdidamente por todas as namoradas, durasse o namoro um dia, uma semana ou uma mês, por isso lhe demos a titulatura

LEGENDA – não era possível entender o que dizia a Adriana, assim sendo, a legenda tornanva-se indispensável, e o velacho colou

BATRÁ (redução de batráquio) – o Albano foi agraciado com esse agnome porque, com aquela cara e a cabeça fundida ao corpo, parecia um membro da ordem dos anfíbios

DIAMEIXA – nunca ficou definido se era GELÉIA ou PUDIM, mas foi o alcunho conferido à Sandra (ver DIMOCOTÓ e DICOCO)

PILUMBA – é uma incógnita o epíteto nominal do Valmir

BONÇA – é um enigma a alcunha do Nicolau

CURIBA – é um mistério o apelido do Esteves

BACIA – não havia não dar à Marilze essa apodadura pois a dela era imensa

PURURUCA – o Alberto recebeu esse apodo que, por extenso, era LEITÃO PURURUCA

BABAI – o Amin era filho de libaneses e, quando falava do pai, dizia “babai isso... babai aquilo...”, por isso a denominação picaresca

ARAME FARPADO – decorreu do monte de espinhas que ele teve na cara o cognome do Elcide (derivado de El Cid, como ficou conhecido Rodrigo ou Ruy Días de Vivar, herói espanhol que a mãe dele adorava)

SANSÃO – o cognomento ganhou o Alexandrino porque namorava a Dalila e perdeu todos os cabelos por causa dela

CACHODUVA – o Amaral tinha tanta berruga na cara que tivemos de apelidá-lo de CACHO DE UVA, mas a cognominação foi se condensando com a utilização

PUDOLENTO – ganhou o Cipriano esse estranhíssimo prosônimo de autoria e origem desconhecidas

FUFA – incentivado pelo pai, o irmão mais novo da Marinete assim a chamava, coisa carinhosa de família, mas ela sempre ficou muito puta da vida com essa titulatura

SALTO ALTO – sempre andou o Cícero como se estivesse usando sapato com o salto bem alto, assim, nossa única alternativa foi conferir-lhe o velacho que, aliás, ele apreciou sobremodo

CAVALGA (redução de cavalgadura) – agnome do Quintino; sem comentários

BOCA-LIVRE – alcunho da Consuelo e não precisa ser explicado

DICAMARÃO – o uso foi impondo reduções sucessivas ao epíteto nominal do Roberto que era inicialmente CABEÇA DE CAMARÃO

BANHEIRA – alcunha do Josieldo visto que era a única posição do nosso time de futebol para a qual podia ser escalado

CHANCHAN (apócope de chanchanda) – retrata fielmente o Adenilton esse apelido

PAI-D’ÉGUA – nenhuma outra apodadura tão bem exporia a preocupação predominante, quiçá a única, da vida do Evilásio

ONANIS (apócope de onanismo) – reconheceu o apodo a obsessão compulsiva e exclusiva do Miguel que, embora venha fazendo terapia há muitos anos, dela ainda não se livrou

JURUBA – inexplicável denominação picaresca do Hilário

CANGANCHA – como era muito chegado a um exagerado exibicionismo o Oldemar, o brindamos com o cognome

QUIBA – cognomento surgido em razão da parte do corpo que orientava o comportamento do Lourival, filho de nordestinos

GLAN – do Percival, irmão do QUIBA, é a cognominação e nada tem de americanizada já que se trata de uma apócope

CLITÓ – também uma apócope o prosônimo da Valdívia, irmã do QUIBA e do GLAN

DOMINÓ – não consegui encontrar explicação para a titulatura do Procópio

XIXIL – vale para o velacho do Joel o que disse a respeito do DOMINÓ

SURU – agnome da Valdiléia, prima da GRE, do GLAN e do QUIBA, e também uma apócope, entretanto, nada tem a ver com alguma parte do corpo dela pois sublinha admiração que ela sempre teve pelo sexo grupal

TRIPLEX – alcunho do Dorico e valorizava o fato de ter ele três pisos bem característicos: pernas arcadas, tronco longo e cabeça ampla

JORONGA – não sei a razão pela qual ganhou esse epíteto nominal a Dilcéia

segunda-feira, julho 18, 2005

Apelidos - Parte VI

Como já disse nas Partes I, II, III, IV e V, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está:

RESTO – esse foi o agnome que ganhou o Lauro e deu-lho o BIBLIO (vide Apelidos – Parte II) que ao curiosos dizia que “O Ateneu(1)” explicava o porquê.

BLU – não tenho a menor idéia do que motivou o alcunho do Felipe

SALOBRO – nunca o Rinaldo conseguiu ser uma pessoa minimamente agradável, daí o epíteto nominal que lhe pusemos

ATO FALHO – alcunha do Altamiro porquanto, em sua fala, eram absurdamente freqüentes os termos inapropriados

GOUGRE – apelido posto no Romualdo porque só andava muito mal-ajambrado

FAZ-DE-CONTA – esse era o mundo do Adílio e virou sua apodadura (ver NEFE e LUNÁ)

MANAIO – o apodo sublinhou um atributo físico do Antero e homenageou a transmontana origem de seus pais

BICHO-GRILO – denominação picaresca do Adélson; sem comentários

FEIDALTI (de fade out) – cognome do Norival e que descrevia precisamente o que acontecia toda vez que ele falava

BÓIA-FRESCA – ganhou o cognomento o Bruno porque, a exemplo do bóia-fria, é um trabalhador itinerante e sem vínculo empregatício, mas que se ocupa de certas tarefas em randevus

NEFE (redução de nefelibata) – cognominação que perfeitamente descrevia o Adálio, irmão do FAZ-DE-CONTA, não é curioso?! (ver LUNÁ)

DIBANDEJA – surgiu o prosônimo do Everardo da enorme capacidade que ele tem de dar tudo de bandeja

VINHA-D’ALHO – como impregnava com seu odor avinagrado tudo que entrava em contato com ele, demos ao Túlio a titulatura

POROROCA – como o Orlando consegue quebrar tudo que chega às suas mãos e vive fazendo muito barulho, recebeu o velacho

SEGURELHA – merecidíssimo o agnome do Joaquim pois um português por demais cauteloso

CARADURA – denominação picaresca do Lucas; sem comentários

JILÓ – a Carlota ganhou o alcunho porque era preciso tomar algumas cervejas para poder apreciá-la

TEREMIM – a Manuela foi agraciada com esse epíteto nominal porque não era nem preciso tocá-la, bastava a mão se aproximar dela pra que começasse a emitir aqueles sons lascivos

LUNÁ (redução de lunático) – alcunha que traduzia de modo preciso o Adélio, irmão do FAZ-DE-CONTA e do NEFE, não é mais curioso ainda?!

CHALEIRA – apelido do André que tinha personalidade sinuosa e adorava puxar o saco de alguém

SAMBA-CANÇÃO – apodadura do Marcos e homenagem às cuecas que ele sempre usou

CABEÇÃO – apodo do Lourenço; sem comentários

PABOLA – cognome do Josevaldo, que era assim esse cearense

BONDINHO – cognominação do Gustavo porque vivia na pendura e pendurando suas contas

CALÇA-FROUXA – prosônimo do Romildo; sem comentários

(1) obra de Raul Pompéia

sexta-feira, julho 08, 2005

Apelidos - Parte V

Como já disse nas Partes I, II, III e IV, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está:

CAMURÇA – devido à enorme semelhança física entre este mamífero caprino e o Dimas, a este o agnome demos

GIRAFA – não é necessário explicar a origem da alcunha da Sueli

DOMBA – é desconhecida a origem do prosônimo do Arnaldo

INSTALAÇÃO TROCADA – embora se tenha consertado a vesguice do Reinaldo, manteve-se o cognomento

CAMUM – se se mantiver calado ao lado de um camundongo o Daniel, não é possível indentificá-lo

CIVETA – ganhou este apelido a Viviane porque começou a produzir, e bem antes da menarca, uma substância análoga ao almíscar que sempre deixou os aficionados excitadíssimos

ALETRIA – toda vez que íamos lanchar na casa da Verônica nos serviam aletria, e tornou-se o apodo dela

BISÃO – alcunho do Filomeno; veja a explicação dada em CAMURÇA e faça a adaptação necessária

CORUJA – se fossem filhos da mesma mãe e do mesmo pai, não seriam tão parecidos o Clélio e a ave estrigiforme na qual nos baseamos para dar-lhe a apodadura

CUELHA – não há erro na grafia do apodo da Márcia no qual, para descrever-lhe a fisionomia, utilizaram-se um substantivo e o feminino do sufixo ‘-elho’

ISTMO – granjeou este cognome o Lino porque parece que é o que estamos vendo quando olhamos para seu estreito tronco entre sua grande cabeça e suas avantajadas pernas

ANTIGIBARRA – como era amapaense e baixinho, foi posto este cognomento no Adalto

LOMBRIGA – eu nunca vi uma, mas alguns garantem que o apodo da Diva surgiu por causa da semelhança entre ambas

CÃOMELO-A – com aquela cara de cachorro e aquela corcova, era impossível não dar ao Inácio tal cognominação

CÃOMELO-B – o Bonifácio é irmão gêmeo do CÃOMELO-A, e até a corcova é idêntica, daí o prosônimo, e B porque dizem que nasceu depois do A, embora, na prática, haja uma baita confusão, e tão grande, que eles mesmos disputam freqüentemente o A, o B, o Inácio e o Bonifácio (NOTA: em razão da aludida confusão, há uma corrente que postula a adoção de uma única titulatura para os dois, a saber: CÃOMELOS)

TRAMBOLHO – sempre foi obeso demais o Iraldo, daí o prosônimo

PELEGACHÃO – o Nicanor foi sempre tão servil, tão subserviente, mas tanto, tanto!, que a única maneira de alcunhá-lo adequadamente foi misturando pelego com capacho, e, é claro, usando o aumentativo

CHÃ-DE-DENTRO – este velacho recebeu a Ivanira por causa da particularidade carnosa que tinha na parte interior de ambas as coxas

BOCA DE VELHO – desde muito jovem o Germano usa chapa, donde a titulatura

QUATROLHO – começou a usar óculos o Arquimedes antes de largar a mamadeira, e deixou de mamar bem cedo, e, por isso, lhe foi dado o agnome (NOTA: ele não mais usa óculos, todavia, continuamos a chamá-lo do mesmo modo)

BRITADEIRA – das tarefas de rompedura mais árduas encarregava-se o Maciel e nunca falhou, mas, como controlá-lo era muito difícil, produziu sempre um resultado mais amplo do que o desejado; eis o motivo do seu alcunho

CANIVETE SUÍÇO – essa antonomásia ganhou a Judite porque sempre teve muitas e variadas serventias e todos os meninos com ela sonhavam

LUGO – ninguém sabe dizer porque tem esse velacho o Alberto Josué

COLMÉIA – quem soubesse lidar com a Alda sugava-lhe todo o mel, mas, pouco tempo depois, já havia mel de novo, e foi indo, foi indo, suga daqui, suga dali, e surgiu seu apelido

MOSCA DE PADARIA – caiu como uma luva no Ronaldo esse epíteto nominal e, por ser manjadíssimo, não é preciso dizer mais nada

MILONGUEIRO – manhoso e cheio de lábia, não podia ter ganhado outra cognominação o Demerval

RETRANCUDA – a Marilsa sempre foi ferrenha adepta da retranca plena, absoluta e irrestrita, e continua jogando assim, e, já no segundo tempo, seu jogo continua zero a zero, mas, em compensação, tem muito tempo disponível para os sobrinhos

CABEÇA-DE-ÁREA – o Jaime foi assim apelidado porque não sabia ir ao ataque e ficava só na entrada da área tentando atrapalhar quem queria fazer gol

segunda-feira, junho 27, 2005

Apelidos - Parte IV

Como já disse nas Partes I, II e III, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está:

TRAÇÃO TRASEIRA – não carece de explicação a titulatura da Gerusa

VÍCIO REDIBITÓRIO – esta foi a denominação picaresca que atribuímos ao Saulo, e só lhe demos o apelido depois que ele casou, e o fizemos porque, ao cabo da primeira noite do ano-de-noivos, a esposa, competente advogada, pediu o desfazimento do matrimônio alegando o aludido vício

MUCUBUDA – para homenagear-lhe o traço físico mais notório, formamos a antonomásia da Raimunda adicionando a 'mucubu' o sufixo nominal '-uda'

COMPRIMIDO – este foi o apodo que pusemos no Armando, neto de d. Pilu, pois ela assim se apresentava e dessa forma todas a chamavam, mas... um dia... descobrimos que o nome dela era Pílula, isso mesmo... Pílula, aí... imeditamente prestamos uma homenagem à evolução técnico-científica e ao neto concedemos o velacho

TESTUDA – veio o cognome da impressão que a Marialva causa quando está de frente e usando roupa apertada - calça comprida, bermuda, short, biquini etc. -; veja MUCUBUDA para conhecer o roteiro técnico usado na elaboração desta apodadura

DRÁGEA – não resistimos... assim que a Marcela nasceu, filha do COMPRIMIDO, bisneta de d. Pilu, demos-lhe o cognome

ABAFA-BANCA – dizem que o baiano Edson até hoje mantém a costumeira que lhe motivou o apodo

BUSTUDA – o apodo da Vânia mostra que ela concorre com a MAR TERRITORIAL (vide Apelidos – Parte III); caso queira mais explicações sobre a construção do cognomento, veja MUCUBUDA

NIMIM – não íamos, é claro, deixar pra lá a mania que o Casimiro tinha de viver dizendo: “Ela não confia ni mim”, “Ela não fala ni mim”, “...ni mim”; e tascamos-lhe o apodo

GAMBUSINHA – carinhoso diminutivo que se tornou o cognome da Rosilene em homenagem à função que a seu pai cabia no serviço de saúde pública

MENAS – curioso o caso do Laerte, irmão do NIMIM, também tinha um estranho vício no falar, o tal de 'menas', e a alcunha pegou

SEJE – mais curioso ainda que o caso anterior é o do Silvano, pois era só primo do NIMIM e do MENAS, e dizia 'em mim', 'menos', mas não conseguia deixar dizer 'seje', e o cognomento ficou

SUFRÁGIO UNIVERSAL – era, e de longe, e desde muito novo, de todos nós o mais politizado o Eliseu, e um ferrenho democrata, e a apodadura foi tão-somente um justíssimo laurel às suas precoces convicções políticas

CINTA-LIGA – o cognome do Hilmar surgiu porque ele tinha um fetiche, videlicet: a cinta-liga que uma vizinha dele jogara fora e que ele guardou amorosamente, e que o excitava mais do que qualquer mulher

PENICO – foi muito fácil arranjar um alcunho para o Renato porque, quando menos, uma mijada de alguém todo santo dia ele levava

FALTA-DO-QUE-FAZER – ao Ordálio demos esse apelido porque ele se identificava, e muito, com o FERIADO, com o BANDEIRA DOIS, com o PONTO FACULTATIVO e com o DIA SANTO (vide Apelidos – Parte II)

1001 – epíteto nominal (numeral?!) pelo qual chamávamos o Pérsio em virtude do que nos vinha à mente sempre que o víamos sorrir

PELA CULATRA – o Alfeu ganhou o cognome porque sempre que tinha um objetivo em mente e fazia alguma coisa para atingi-lo, acabava alcançando algo que estava a 180 graus do propósito original

PIRIDULA – ninguém sabe a razão do alcunho do Sinésio

BARBATANA – sublinhava a soberba largura dos lusitanos pés do José seu cognomento; alguns abrasilianaram-lhe o cognome e chamavam-no de PÉ-DE-PATO

PÉ-DE-PATO – vide BARBATANA

BORDULENTO – totalmente inexplicável o prosônimo do Bartolomeu

MIRRAÇÃO – ninguém sabe a razão da apodadura do Sávio

CASPADÓCIO – o Mendonça sempre fez trapaça e, além disso, tinha muita caspa, por isso, recebeu esta titulatura

LUDINO – não há justificação para a alcunha do Fabrício

ZIL – também não se sabe o motivo de ao Jovelino ter sido dado esse agnome

TURPILÓQUIO – é totalmente desnecessário explicar o apelido do Fagundes

MITI – velacho da Ondina, filha de moçambicanos, porque todo aquele que a namorava acabava conseguindo conquistar a moça pela qual estava apaixonado, ou ganhava um bom dinheiro na loteria, ou se dava muito bem nos negócios

BOLIDÉU – niguém sabe explicar o prosônimo do Adolfo

PANGA – nos valemos da apócope para este cognome dar ao Everardo que continua sendo um cavalo, mas ainda ordinário, inútil

quinta-feira, junho 23, 2005

Apelidos - Parte III

Como já disse nas Partes I e II, não se trata de um tratado sobre apelidos, pois é tão-só uma lista de alcunhas do pessoal lá da turma com um breve comentário, quando necessário ou possível, e nem em ordem alfabética está:

PIMBINHA – o Augusto Filho herdou diminutivamente o apelido do pai, Dr. Augusto, um homem que sempre pautou sua vida pública pelo lema: “Pela Improbidade Matreira, Bandida e Arrasadora”

SAM – não se trata de nenhum cognome americanizado pois pura e direta menção à escola onde estudou o Argemiro quando era jovem

BAST – alcunho que ao Pedro Joaquim - filho legítimo de um ilustre casal de lusitanos: Amélia e Amaro - deu o BIBLIO (vide Apelidos – Parte II) e nunca revelou a origem do velacho (NOTA: penso, agora, tratar-se de uma redução de bastardo que, por pura sacanagem, criou o BIBLIO, inspirado na obra “O Crime do Padre Amaro(1)”)

MAR TERRITORIAL – o apodo foi um justo tributo que a turma prestou ao busto da Raquel e foi-lhe dado quando surgiu a questão das 200 milhas marítimas; entretanto, não há esquecer que ela também era chamada de CORDILHEIRA, clara alusão à impressão que se tinha quando ela deitava de barriga para cima

ESCAFAN – não é um nome francês que o Ildemar tenha ouvido, gostado e adotado, foi só um artifício usado para escamotear a associação direta da aparência dele com o escafandro

BELICHE DE ALBERGUE – merecidamente recebeu a Marisa este alcunho porquanto havia sempre um rapaz diferente deitado em cima dela

PROSOPOPÉIA – velacho do Almeida já que não havia fala, conversa nem cochicho em que não tentasse ser empolado

ARDETÉDIO – não foi dado a ele nenhum apodo porque nos contentamos com o que lhe dera o pai na certidão de nascimento (vide NOTA em ARDÊNCIA)

ORDENADAS MIÚDAS – apodo do Dirceu que tem pernas curtas, e que é primo do ABCISSA PEQUENA (vide Apelidos – Parte II)

ALVAROQUE – além de se chamar Álvaro, sempre demonstrou imensa inclinação por negócio escuso, por essa razão a apodadura surgiu

COPAMALEQUES – apelido do Lindolfo porque, quando sua mãe contratou uma empregada que era muito gostosa, ele passou a viver na copa e lá exagerava nos salamaleques na frente da menina

CALÇA DE VELUDO – como a Marli adorava botar a bunda de fora, deram-lhe ironicamente este agnome

POLENTINHO – cognomento do Augusto e nada tem a ver com aquela conhecidíssima marca de queijo, pois lhe foi conferido porque ele detestava polenta com picadinho e, exatamente por isso, duas vezes por semana, no mínimo, sua madrasta fazia o prato e ele era obrigado a comer no almoço e no jantar

PELANCA – cognome da Elvira; sem comentários

BACIA – o Rui sempre gostou de briga de galos e ainda freqüenta locais onde elas ocorrem

BOCHINCHE – titulatura do gaúcho Genival, freqüentador assíduo de arrasta-pés

RODA GIGANTE – prosônimo que traduz perfeitamente a instabilidade do humor e da disposição da Gertrude; alguns chamam-na de GANGORRA

CARTOLA DE MÁGICO – apodadura que ganhou a Mariléia porque, de dentro dela, pode sair o que a gente não acredita que saia

CORDILHEIRA – vide MAR TERRITORIAL

ELEFANTE BRANCO – nunca teve e não tem nenhuma importância prática o Gilmar

GANGORRA – vide RODA GIGANTE

A-DO-Ó – velacho do Adelino; sem comentários

TANTO-FAZ – Fez todos os tipos de tratamento, submeteu-se às mais variadas espécies de terapia e, ainda por cima, parentes e amigos recorreram a muitas simpatias, mas nada, nada conseguiu dar jeito na absoluta falta de personalidade do Amadeu; dois outros seguiram-lhe as pegadas: PUXA-ENCOLHE e CHOVE-NÃO-MOLHA

TROGLO – bonito, não?!, até parece nome de guerra de algum chef famoso, mas não é!; devido a seus modos, hábitos, maneiras e aspecto, pode-se dizer que o Clemente é um perfeito troglodita

BANDAIDI – cognominação do Albino pois, toda vez que ele tinha uma ferida, sua transmontana genitora gritava: “ponha um bandaidi nisso!”

LIMPOLHO – Adalberto, inseperável companheiro do A-DO-Ó, recebeu esse cognomento; originalmente era limpa-olho, mas, sabe como é que é, a repetição contínua e freqüente acabou simplificando

PIRULITO – não carece de explicação o cognomento do Nivaldo

SALÁRIO-MÍNIMO – o Apolônio andava sempre tão ignorado pelo vil metal - mais vil sempre pra quem não o tem -, tão maltrapilho, tão hiante, que nos não restou outra saída a não ser chamá-lo assim

CELOFANE – naquela época, era um escândalo, mas Janete só usava roupa transparente e nem ligava

PUXA-ENCOLHE – agnome do Tadeu; vide TANTO-FAZ

PECÍLIO – este é o velacho do Josimar, irmão do PAZIGO (vide Apelidos – Parte I), pois toda vez que encontrava algum impedimento, obstáculo ou estorvo ele bradava: “mas que ...!”, e até puxava nervosamente os pêlos da orla de uma das pálpebras

DURMA-NO-PONTO – apelido do Monteiro, cujo pai dirigia um carro de praça e foi flagrado, várias vezes, roncando dentro do veículo

ENTRESSAFRA – o Raul fez jus a essa apodadura porque nunca produziu nada

CHAPA-BRANCA – o Dalmo ganhou este alcunho porque o pai era político e havia sempre à disposição da família um carro cuja placa de lincenciamento tinha o fundo da cor citada

CHOVE-NÃO-MOLHA – titulatura do Edevaldo; vide TANTO-FAZ

GRANDE COISA... – o prosônimo foi merecidamente conquistado pelo Afonso porque essa era a expressão que ele, em tom francamente depreciativo e desdenhoso, fazia questão de pronunciar todas as vezes que tomava conhecimento de qualquer coisa relevante, diferente ou significativa que alguém havia feito

ATESTADO DE ÓBITO – sempre que o Otávio chega e diz: “Sabe o que aconteceu?!”; alguém bateu as botas.

COME-QUIETO – não é preciso comentar o prosônimo do Eraldo, mas, caso queiram, que o comentem as nossas vizinhas...

ARGENTINO - Gabriel nasceu no Rio, filho de pais cariocas, tricolor doente, salgueirense roxo, mas sua voz obrigou-nos a dar-lhe esta cognominação

ESTEPE – o Elias ganhou esse alcunho porque as garotas utilizavam-no somente quando algum rapaz furava

CRENCA – titulatura do Onofre, primo do PAZIGO (vide Apelidos – Parte I) e do PECÍLIO, mostrado aqui nessa Parte III, só que o PAZIGO adorava apartar uma briga e o CRENCA gostava de ver o circo pegar fogo, apreciava briga e confusão, e vivia dizendo: “meu negoço é ...!”

PAFUNÇO – Gilvan gostava muito de corrida de cavalos e, animado com o que ouvia falar a respeito do Pafúncio(2), jogava sempre, e chegou até a ganhar algum dinheiro com as apostas, mas até hoje não sabe que o Pafúncio é personagem de história em quadrinhos, não consegue pronunciar-lhe corretamente o nome e tampouco subiu na vida; vide MAROCAS

MAROCAS(2) – Dilma recebeu esse apelido porque formava parelha com PAFUNÇO e acabou casando com ele

CACÓ – deve seu agnome o Benício ao fato de sempre ter acertado somente as duas primeiras sílabas da palavra pois dizia cacófago quando se tratava de cacófato e vice-versa

BECO SEM SAÍDA – apodo do Gaudêncio que está invariavelmente metido numa situação muito embaraçosa ou num grande aperto

MARIMBA – agnome do Rubem, filho temporão do Dr. Augusto e irmão do PIMBINHA, nascido quando seu pai já estava bem-sucedidamente afogado num MAR de Improbidade Matreira, Bandida e Arrasadora

PEÇONHA – como o Peçanha é, em tempo integral, veneno puro, nós o brindamos com esse apodo

DEPAUPERADO – recebeu o Osmar tal antonomásia porque, em função da disfemia, é o que parecia que ele dizia quando lhe perguntávamos pelo irmão que estava sumido, e o irmão havia sido operado para ficar livre de estreitamento do orifício do prepúcio, que tornava impossível puxá-lo para trás por sobre a glande do pênis, ou seja, para se livrar da fimose

CAOSÍDICO – originalmente a apodatura do Valério era CAOS em razão do modo como seu juízo funcionava, mas, ele se formou em Direito e a adaptação do epíteto foi automática

ARDENÁUSEA – irmã do ARDETÉDIO, portanto, vá lá e veja o comentário (vide NOTA em ARDÊNCIA)

ARDÊNCIA – irmã da ARDENÁUSEA e do ARDETÉDIO, e não se fará a remissão novamente (NOTA: dizem alguns que foi decisiva a contribuição materna no surgimento dos nomes por causa do que teria havido quando o marido chegou ao orgasmo nas três ocasiões - nas duas primeiras, com os ares que ela teria feito questão de exibir e, na terceira, com a reclamação que teria feito)

FRANCOZEIRO – alcunha que deu o BIBLIO (vide Apelidos – Parte II) ao Rogério porque teria este, de sacanagem, jogado cacos de vidro na piscina do colégio; para quem insistia em saber o motivo do velacho, dizia o BIBLIO que fora sua inspiração “O Ateneu(3)”

EITA-PAU! – cognomento posto na Celina porque era a interjeição que ela mais gostava de pronunciar

NOTAS
(1) de Eça de Queiroz
(2) nome de personagem das tiras brasileiras baseadas na história de George McManus
(3) de Raul Pompéia